África Austral garante energia para iluminar a Copa do Mundo

Johannesburgo, 29 abr (Lusa) - Onze países da África Austral garantiram gerir as suas redes de energia elétrica de forma que a Copa do Mundo-2010 não seja afetada por cortes energéticos, revelou a empresa sul-africana Eskom.

Segundo o diretor do projecto "Eskom 2010", Johnny Dladla, os responsáveis da sua empresa ficaram "encantados" com o nível de cooperação encontrado nas recentes reuniões realizadas em Maputo, capital de Moçambique, com os países que fazem parte de um grupo regional criado para garantir que os estádios e cidades sul-africanas tenham o máximo de capacidade energética durante o evento.

Além da África do Sul, a "Southern Africa Power Pool" - rede de países cujas redes elétricas de geração e distribuição estão interligadas - é composta por Moçambique, Angola, República Democrática do Congo, Malauí, Namíbia, Suazilândia, Tanzânia, Zâmbia, Zimbábue e Botsuana.

Os restantes 10 acordaram em reduzir os seus consumos energéticos durante o mês e meio que durará o evento, principalmente através de incentivos para que os grandes consumidores industriais reduzam o consumo em períodos críticos, ao mesmo tempo que se comprometeram em maximizar a geração de energia para que a rede regional esteja bem alimentada no período de realização dos jogos.

"Esta iniciativa confirma que o Mundial-2010 será na verdade um grande evento africano", citou o responsável da Eskom.

Em 2007 e 2008 a África do Sul sofreu uma crise energética de grandes proporções, que mergulhou na escuridão várias das suas cidades repetidamente ao longo de vários meses e forçou vários setores, como o mineiro, a reduzir a produção por falta de energia elétrica.

O governo do então presidente Thabo Mbeki viria a admitir ter responsabilidades na crise por não ter autorizado investimentos em novas centrais geradoras durante mais de uma década e por ter calculado mal as necessidades decorrentes do crescimento da economia.

Em novembro do ano passado, o governo assinou um contrato de 394 milhões de euros para a construção de uma nova central geradora a carvão com o Banco Africano de Desenvolvimento, traçando um plano de médio/longo prazo para satisfazer as necessidades energéticas do país no futuro.

A primeira central do projeto está já em construção no norte do país. Com uma capacidade geradora de 4 800 megawatts, a central estará em operação plena em 2012, mas a Eskom pretende aumentar a sua capacidade geradora dos atuais 43 000 megawatts para 80 000 no ano 2026.

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