Porto vence e antecipa 4º título consecutivo do Português

Porto, 10 mai (Lusa) - Um gol de Bruno Alves deu ao Porto neste domingo, de forma matemática, o tetracampeonato português de futebol consecutivo e a vitória sobre o Nacional por 1 a 0, no Estádio do Dragão, a duas rodadas do final da prova.

O 24º título da hitória dos portistas e o 14º nas últimas 20 temporadas - também o "tri" para o treinador Jesualdo Ferreira -, foi consumado aos 48 minutos pelo capitão portista, após assistência perfeita de Lisandro e na sequência de um canto de Raul Meireles.

O quinto gol do volante no campeonato fez estourar a festa no Estádio do Dragão - e na cidade -, permitindo ainda ao Porto somar o 21º jogo consecutivo sem perder e a oitava vitória consecutiva.

Perante 50.309 espectadores, o time passou a somar 66 pontos, mais seis do que o Sporting, já detentor do segundo lugar e hoje matematicamente impossibilitado de chegar ao título, face à desvantagem no confronto direto.

Já o Nacional, com o resultado de hoje, fica mais longe do terceiro posto, ocupado pelo Benfica: tem agora quatro pontos de desvantagem.

O tetracampeonato, o segundo da história "azul-e-branca" (94/99) e o terceiro em Portugal (Sporting 50/54), começou com o treinador holandês Co Adriaanse e foi hoje fechado por Jesualdo, o primeiro técnico português a somar três títulos seguidos.

O Nacional, bem orientado por Manuel Machado, ainda procurou, sobretudo no primeiro tempo, estragar a festa justificada e merecida dos portistas, mas, na segunda parte, o Porto não permitiu qualquer oportunidade aos adversários, que acabou entregando com um custo alto o título.

A festa continuará agora, na visita à Trofa e, depois, na recepção ao Sporting de Braga, no último jogo da temporada.

Ainda sem Hulk no time, Jesualdo manteve a estratégia habitual em 4-3-3, com Helton na gol, uma defesa com Fucile, Bruno Alves, Rolando e Cissokho, deixando Fernando, Raul Meireles e Tomás Costa no meio-campo, no apoio a Mariano Gonzalez, Cristian Rodriguez e Lisandro Lopez.

O Nacional apresentou-se em "4-4-2", com Mateus e Nené na frente e à frente dos meias Cléber, Luís Alberto, Leandro Salino e Ruben Micael. Bracalli surgiu no gol, atrás de Patacas, Maicon, Felipe Lopes e Alonso.

Com uma boa oportunidade logo aos quatro minutos, através de Lisandro, o Porto partiu para uma boa exibição, embora Nené, aos seis, e Luís Alberto, aos 11, tenham ameaçado o ascendente portista.

Pouco depois, Nené, artilheiro do Português com 19 gols, obrigou Helton a defesa apertada e, aos 28 minutos, o Porto queixou-se de uma grande penalidade cometida por Alonso, por mão na bola.

Com o decorrer da partida, o Nacional encolheu na defesa, com o Porto tentando, sem eficácia, todas as formas para chegar ao gol.

Empatado no intervalo, Jesualdo Ferreira chamou Ernesto Farias, tirou Tomás Costa e festejou logo de seguida: aos 48 minutos, Raul Meireles marcou um canto da direita, Lisandro Lopez, ao segundo poste, assistiu Bruno Alves e este, livre de marcação, cabeceou sem chances para Bracalli.

Feito o primeiro gol e cada vez mais próximo da taça, o Porto recuou e diminui os atques, aproveitando o Nacional para mexer no jogo, com as entradas de João Aurélio e Fabiano.

Ainda assim, Raul Meireles tentou o segundo, aos 63 minutos, num chute de fora da área, tal como Ernesto Farias, aos 83, e num momento em que o Nacional parecia já ter entregue o jogo ao campeão português.

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