Presidente do Sporting se despede e lamenta falta de título

Lisboa, 26 mai (Lusa) - O ainda presidente do Sporting, Filipe Soares Franco, lamentou nesta terça-feira a ausência de um título nacional no seu currículo de três anos e meio em que dirigiu o clube de Alvalade.

No balanço realizado hoje em Lisboa, nas instalações do clube, Soares Franco disse sentir que sai com o sentido do dever cumprido, já que cumpriu "a missão e 80% ou 90% dos compromissos" que apresentou aos sócios durante a sua candidatura.

"Hoje saio de cena completamente. Dentro de oito, nove dias termina o meu mandato. Numa análise global, e em termos desportivos, gostaria de ter sido campeão e não fui", afirmou.

Soares Franco lamenta ainda sair sem o negócio da permuta dos terrenos do metrô com a Prefeitura Municipal de Lisboa ter ficado concluído, além de não ter passado a reestruturação financeira do clube nas assembleias-gerais do clube.

"Tenho pena de sair e não ter o negócio da prefeitura fechado e não ter passado a reestruturação financeira nas sucessivas assembleias", frisou.

Em relação às eleições para os órgãos sociais do clube, em 5 de junho, Soares Franco disse que vai votar no candidato que apoia desde o início, José Eduardo Bettencourt.

Quanto ao "seu" treinador Paulo Bento, o presidente "leonino" esclarece que cumpriu com o prometido em mantê-lo até o final do mandato, mas que já não vai depender de si a sua continuação no clube de Alvalade.

A sua reconhecida admiração pelo treinador, levou Soares Franco a manifestar que o Sporting deveria ter sido campeão na temporada 2006/07 com o ex-jogador no comando, quando o clube ficou a um ponto do campeão Porto.

Dentro dos êxitos esportivos, Soares Franco enalteceu ainda a conquista da Copa de Portugal frente ao Porto: "foi a vitória que melhor me soube, num ano em que ficamos com a maior distância pontual" para os portistas.

Dos fracassos reitera a não passagem nas assembleias-gerais do clube das suas propostas, já que apostou em ter uma relação de verdade com os torcedores.

"Conhecendo os sócios a verdade, custou-me que não tenham autorizado um conjunto de operações nas assembleias-gerais", lamentou.

Soares Franco reconheceu ainda que um problema com que o Sporting se depara é a crise de militância, dizendo que "a campanha realizada não teve nem de perto, nem de longe, o resultado esperado".

"É um problema que o clube tem, o Sporting devia fazer crescer a massa associativa, foi um dos maiores falhanços. Tem obrigação de crescer. O clube tem 55 mil sócios no ativo, 35 mil sócios efetivos pagantes", afirmou.

O dirigente apontou também a necessidade de reformulação de vários regulamentos que regem o futebol português, considerando que a Liga deveria operar uma "transformação quase que radical", embora saliente desconhecer se a maioria dos dirigentes do futebol partilha das mesmas preocupações e está disposta a mudar.

Quanto à convivência entre os três "grandes" do futebol português, Soares Franco garante que tudo correu bem, sobretudo desenvolvendo "relações institucionais relativamente estáveis com o Benfica" e "relações institucionais e cordiais com o Porto".

Antes de sair do clube, Soares Franco espera que as arestas do negócio que prevê a continuação de Liedson no clube fiquem "limadas", salientando que "não há acordo assinado, mas sim arestas para serem limadas".

No futuro, e como torcedor "leonino", Soares Franco espera festejar muitos gols na arquibancada e, se possível, com a equipe dirigida por Paulo Bento.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos