Porto e Ferreira disputam Copa de Portugal em clima familiar

Lisboa, 31 mai (Lusa) ? A final da Copa de Portugal, marcante no imaginário esportivo lusitano desde 1938/39, mantém-se fiel à máxima da "festa do povo" e se amplia a um espectáculo concebido para a família, haja ou não discussão sobre a segurança do Jamor.

Em dia de jogo inédito no Estádio Nacional, Porto e Paços de Ferreira nunca disputaram entre si a entrega do troféu. Contudo, os torcedores começaram cedo a tradicional romaria e poupando-se a caracterização dos habituais "comes-e-bebes'.

Além destas, surgem também os que se dizem penalizados pela final da Copa de Portugal, mas esses são, e bem, os que aproveitam a envolvente do estádio para a prática desportiva mais ou menos profissional.

Habituados ao Jamor como um lugar de delícias, num olhar paradisíaco ao espaço, alguns dos habituais atletas de domingo confirmam a enchente esperada, mas nem assim se desviam de passadas confiantes, que marcam o cotidiano de muitos lisboetas.

"Naturalmente que sentimos a diferença. Mas isto também só acontece uma vez por ano. Há mais trânsito, mais confusão, mas dá na mesma para uma correria", disse Pedro Miguel à Agência Lusa, com 64 anos de "muita vida no Jamor".

As famílias são, pois, as que mais aproveitam a mata do estádio Nacional, naturalmente vestida de "azul-e-branco" e também de muito "amarelo", esta última a cor que marca o emblema dos "castores", premiados este ano e de forma inédita com uma presença na final da competição.

Paulo e Ana, com o pequeno Simão, confessam o "amor mútuo", até mais do que a paixão segura que sentem em igualdade "pelos dragões".

Assim, dizem, querem uma vitória do clube do Porto, cidade que abandonaram há quase uma década, para experiências profissionais díspares, mas de sucesso, na capital do país.

Nada arrependidos com a mudança, asseguram, Paulo e Ana aproveitaram a final para oferecer a Simão a primeira experiência num estádio do futebol: "Deve ser um jogo calmo, já que não há muita rivalidade entre as equipas. Achámos que seria o jogo indicado para uma criança de sete anos".

A segurança do estádio, ainda assim, anda nas bocas dos torcedores, embora isso pareça não os afastar de mais um final de época com temperaturas elevadas, não de discussões avulsas, mas das proezas cometidas pelo Sol.

"Se fosse em Braga ou Guimarães, dificilmente se encontrariam estas condições para os piqueniques. De fato, o estádio está velhinho, mas para uma festa deste gênero assegura as condições necessárias", sintetizou à Lusa Vasco Fernandes, adepto do Porto, que assiste ao jogo com a mulher, Maura, e as filhas Maria José e Luísa.

O resto, poupem-se os detalhes, são barracas e barraquinhas, bifanas e mais o quê, mas essa descrição, sabe-se, há muito, marca todos os anos, o final da temporada em Portugal.

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