Barrichello faz alerta sobre momento instável na Fórmula 1

Lisboa, 8 jun (Lusa) - O piloto Rubens Barrichello fez nesta segunda-feira, em Lisboa, um alerta para o risco do momento que a Fórmula 1 vive por causa das alterações nos regulamentos da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) para 2010.

Rubinho, que passou algumas horas na capital portuguesa antes de viajar para o Brasil, citou a "guerra de poderes neste momento na Fórmula 1" e ressaltou que nunca antes a principal categoria do automobilismo viveu um tumulto semelhante e incerteza no futuro.

"A Fórmula 1 está passando por um momento de risco sério e não acho que seja bonito", disse o piloto da Brawn GP, equipe com motores da Mercedes, que tem dominado o Mundial de Pilotos e de Construtores de 2009, com Jenson Button como líder e Barrichello na segunda posição.

Rubens Barrichello, que não conseguiu completar o Grande Prêmio da Turquia no último final de semana, recusou a ideia de um boicote dos pilotos ao campeonato do próximo ano, afirmando que "todos estão a favor de uma regra clara que seja boa para todos", sem deixar de criticar a FIA.

"Essa ideia da FIA impor dois tipos de campeonatos num só não é favorável para a Fórmula 1", disse o brasileiro, que participou da reunião de pilotos realizada na Turquia, em que foi decidido apoiar a Associação das Equipes (Fota).

"O que está sendo melhor organizado para o futuro da Fórmula 1 está sendo melhor conseguido pela Fota do que pela FIA", destacou, negando um possível boicote dos pilotos ao campeonato do próximo ano.

Futuro da F1

Um dos principais ponto de discórdia na Fórmula 1 é um "corte tão grande" nos orçamentos para 2010, o que Rubinho classifica de "inviável", justificando que não pode haver "uma imposição".

Barrichello concorda com "um limite", mas defende que "uma equipe que hoje tem um orçamento em torno de 200 a 150 milhões de dólares é inaceitável reduzir para 40", pois "muitas pessoas perderão o emprego e muitas coisas da Fórmula 1 não poderão continuar".

Justificando com o desenvolvimento tecnológico das máquinas, Rubens Barrichello declarou que gostaria de ver "união" e não arriscou qualquer comentário sobre os rumores de que equipes como Prodrive, Epsilon e Lola possam entrar na Fórmula 1, comprovando a tese de Max Mosley, presidente da FIA, e de Bernie Ecclestone, que superintende à Fota, de que em 2010 haverá mais equipes querendo participar.

"É difícil saber o que existe realmente. Afinal de contas, a Fórmula 1 é um mundo movido a muito poder, a muito dinheiro", afirmou o brasileiro, o piloto com o maior número de grandes prêmios disputados na categoria.

Quanto à supremacia da Brawn em 2009, Barrichello disse que já "era esperada", chegando-se a admitir que "as chances de vitória seriam muito maiores" do que anteriormente.

"Sabíamos que o carro seria competitivo, mas não tanto. A vinda do motor Mercedes foi fundamental para o progresso da equipa e os pneus também. O carro teve um avanço aerodinâmico muito bom", disse.

Além disso, "Button começou bem o campeonato, mereceu todas as vitórias que teve. Nas últimas três provas, faltou alguma pecinha para que eu pudesse ter ganho as provas", afirmou Rubinho.

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