Organização lamenta falta de público nos Jogos da Lusofonia

Lisboa, 14 jul (Lusa) - Os festivais de música que decorrem este verão em Portugal, aliados à data em que se estão sendo disputados os II Jogos da Lusofonia, são uma das principais razões para a falta de público no evento desportivo, segundo a organização.

No primeiro balanço destes Jogos, que acontecem nas cidades de Lisboa, Almada, Amadora, Sintra e Oeiras e juntam 11 países, a maioria dos quais de língua oficial portuguesa, o diretor do comité organizador lamentou a falta de público.

"Fizemos tudo para garantir que havia acessibilidade ao programa desportivo. A data dos Jogos (de 11 a 19 de julho) não era favorável e sofremos com a concorrência da maior concentração de festivais de música", disse o diretor-executivo João Ribeiro.

O responsável da Comissão Organizadora (COJOL) reiterou, assim, um apelo à presença de público, admitindo que os torneios de basquete, futsal e vôleide praia possam vir a cativar maiores atenções.

João Ribeiro divulgou também alguns números ao quarto dia de competição: com a atribuição de 105 medalhas, o consumo de 12 322 refeições e 35 000 garrafas de água, o registro de 11 lesões e a distribuição de 4443 bilhetes.

O diretor do COJOL enalteceu também o fato de já existirem duas candidaturas à terceira edição dos Jogos (Índia e Brasil) e que essa situação garante a continuidade deste projeto e o sentimento de dever cumprido.

"Tendo neste momento a certeza de que haverá uma edição em 2013 já nos serve para dizer que cumprimos o nosso dever", frisou.

O responsável citou ainda nos próximos Jogos é importante manter uma estrutura de suporte ao evento, para evitar o que aconteceu em Macau, em 2006, e agora em Lisboa, a criação de raiz de toda uma base de organização.

Para finalizar, João Ribeiro disse saber que o atleta brasileiro a quem foi diagnosticada gripe A (H1N1) "está bem e em recobro" e que quaisquer outras informações devem ser prestadas pelas autoridades nacionais de saúde.

Os Jogos da Lusofonia decorrem sob o lema "A união mais forte que a vitória" e no evento competem Portugal, Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Índia, Macau (China), Moçambique, São Tomé e Príncipe, Sri Lanka e Timor Leste.

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