Custos da Copa-2010 atingem o dobro do previsto em 2006

Johannesburgo, 15 jul (Lusa) ? Os custos relacionados com a construção dos estádios e infra-estruturas circundantes para a Copa do Mundo de 2010 aumentaram nos últimos três anos para uma soma total de 30 bilhões de randes (R$ 7,1 bilhões no câmbio atual).

Este número, confirmado pelo Comitê Organizador Local (COL), corresponde ao dobro dos custos para o erário público orçamentados em 2006, mas a diferença é justificada em parte pelo COL com os benefícios de longo prazo para o país das obras de remodelação e ampliação das redes viária, de saneamento e distribuição de água e eletricidade decididas pelo governo.

A diferença orçamental foi confirmada hoje pela porta-voz do Tesouro, Lindani Mbunyuza, que salientou, no entanto, que o valor deverá ser analisado no contexto certo.

Mbunyuza recordou que "o 2010 foi o catalizador para o governo lançar uma série de grandes projetos na área das infra-estruturas e que as despesas acabariam por ser feitas no futuro, com ou sem Mundial de futebol, porque o país necessita das obras".

"E nem todos estes custos serão suportados pelo governo central, devendo alguns deles ser suportados pelas câmaras municipais", citou a porta-voz.

Os custos relacionados com a construção dos cinco novos estádios e a remodelação de outros cinco cresceram 37% desde 2006, mas o aumento de efetivos das forças de segurança, o seu treino, as novas infra-estruturas de transportes e comunicações, distribuição de água, eletricidade, saneamento básico e outras terão de ser levadas em consideração nos custos totais.

A necessidade de dotar a África do Sul de estádios de classe mundial, que possam no futuro ser palco de grandes eventos e com potencialidades multi-disciplinares, justifica, para o diretor-executivo do COL, Danny Jordaan, o grande investimento feito nos novos estádios.

Fim da greve

Milhares de trabalhadores da construção civil assinaram hoje um acordo salarial com as entidades empregadoras do setor, pondo fim a uma greve de uma semana, que paralisou quase por completo as obras em quatro dos estádios ainda em construção.

O acordo contempla aumentos salariais de 12%. No início da greve, os sindicatos exigiam 13% e os empregadores ofereciam 10,3% de aumentos.

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