Comícios encerram campanha eleitoral na Guiné-Bissau

Bissau, 24 jul (Lusa) - Milhares de pessoas se concentraram no centro de Bissau, capital da Guiné-Bissau, para assistirem aos comícios de encerramento da campanha dos candidatos Malam Bacai Sanhá e Kumba Ialá, que disputam o segundo turno das eleições presidenciais no domingo.

As ruas do centro de Bissau, que foram todas interditadas, receberam uma forte presença das forças de segurança e defesa do país. Os dois comícios realizaram-se a cerca de 300 metros de distância, apenas separados por um cordão policial e militar, e aconteceram sem incidentes.

Aos milhares de apoiadores que se concentraram junto da antiga sede de Baciro Dabó, candidato às presidenciais morto em 5 de junho por suposto envolvimento num golpe Estado impedido pelas autoridades, Kumba Ialá prometeu a mudança.

"Finalmente chegamos ao fim da campanha eleitoral que pode pôr fim ao ciclo de incertezas, terror e angústias a que assistem as famílias guineenses ao longo dos últimos 35 anos", disse Kumba Ialá, candidato apoiado pelo Partido de Renovação Social.

"O que nos move é a vontade inequívoca de mudar para melhor as condições de vida do nosso povo", afirmou o ex-presidente, num discurso proferido num tom diferente dos feitos durante a campanha eleitoral.

Sem acusações diretas, Kumba Ialá prometeu o progresso, a estabilidade e a prosperidade e apostas na saúde e educação, fundamentais para o desenvolvimento do país. "Só há progresso quando Estado investe na saúde e educação da população", afirmou.

Kumba Ialá disse ainda que se ganhar vai garantir segurança, paz e estabilidade a todos os "guineenses e cidadãos estrangeiros residentes no país".

Discurso de Sanhá

O candidato apoiado pelo Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC, no poder), Malam Bacai Sanhá destacou o fato de a campanha eleitoral ter acontecido sem incidentes e sem ninguém ter sido assassinado.

"Felizmente que a campanha decorreu dentro da normalidade, sem incidentes e ninguém foi assassinado, como muitos receavam que acontecesse", declarou Malam Bacai Sanhá, no comício de encerramento da campanha.

Para Bacai Sanhá, "já que a vitória está assegurada", resta agora começar a pensar numa Guiné-Bissau "de estabilidade, da paz e de desenvolvimento".

"Queremos um país democrático, onde haja liberdade de expressão e de pensamento. Um Estado forte, mas democrático e que seja ao serviço do povo. Um Estado onde a justiça funciona, os tribunais oferecem garantias aos cidadãos", disse.

No meio do discurso, Sanhá protagonizou um momento de descontração, quando foi avisado pelo animador do comício de que devia terminar porque tinha apenas 15 minutos ao que respondeu: " Vou falar até me cansar, hoje é o meu dia".

Provocando a gargalhada geral, Sanhá prosseguiu o seu discurso para sublinhar que pretende ver uma Guiné-Bissau respeitada no mundo, mas também onde a autoridade do Estado é respeitada.

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