Liedson reacende discussão sobre jogadores naturalizados

Porto, 29 jul (Lusa) - A provável convocação brasileiro Liedson pela seleção portuguesa renova a discussão sobre atletas naturalizados, embora as grandes críticas, pelo poder midiático do futebol, surjam sempre neste esporte.

Quando, em março de 2003, o treinador Luiz Felipe Scolari decidiu convocar o compatriota Deco, o país partiu em dois, com defensores de jogadores naturalizados dando argumentos contra aqueles que entendem ou entendiam que, por Portugal, apenas nascidos de sangue luso poderiam atuar.

Deco, Pepe ou, agora, Liedson, tornaram-se os casos mais midiáticos, até porque os dois primeiros apareciam ligados ao Porto e o terceiro ao Sporting.

Argumentos e mais argumentos, o certo é que os jogadores atuaram pela seleção das "quinas" e acabaram entrando no coração dos portugueses. A custo. Ou não.

Outros esportes

Nas outras modalidades, contudo, o panorama é mais suave, sem discussões de maior envergadura no que diz respeito às naturalizações.

Nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004, os portugueses, ao vivo ou de olhos colados nas telas das televisões, torceram por Francis Obikwelu, um nigeriano naturalizado português e que é aceito por quase todos. Ou então as críticas são menos públicas.

Obikwelu, medalha de prata nos 100 metros de Atenas, chegou a Portugal com 16 anos e, depois de trabalhar na construção civil no Algarve, tornou-se o primeiro português a conseguir um pódio em modalidades de velocidade nuns Jogos Olímpicos, além de ter sido considerado Atleta Europeu do Ano, em 2006.

No handebol, célebres ficaram as naturalizações de dois jogadores oriundos da Ucrânia, na década de 90: Victor Tchikoulaev e Vladimir Bolotskih, que vieram oferecer à seleção mais qualidade, como ficou patente nos resultados posteriores.

No vôlei, a seleção portuguesa chegou a apresentar um time titular com cinco brasileiros naturalizados portugueses, entre os quais Nilson Júnior, Wagner Silva, Ubirajara Pereira ou Rogério Lopes.

O norte-americano Matt Nover é, porventura, o caso mais flagrante de um naturalizado ao serviço da seleção enquanto recentemente, no judo português, surgiu a cubana Yamina Ramirez, "ouro" na Lusofonia.

Há depois inúmeros casos de atletas atualmente naturalizados portugueses que nasceram nas ex-colônias ou cedo se naturalizaram, como Naíde Gomes (São Tomé e Príncipe) ou Nelson Évora (Costa do Marfim).

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