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04/09/2009 - 15h18

Portugal deve errar menos para vencer, diz Carlos Queiroz

Por Rui Barbosa Batista, da Agência Lusa

Copenhague, 4 set (Lusa) - O treinador da seleção portuguesa, Carlos Queiroz, considerou nesta sexta-feira que o segredo para triunfar sábado na visita à Dinamarca, em jogo decisivo pelas eliminatórias para a Copa-2010, é "cometer menos erros do que o adversário e ser eficaz na finalização".

"Como todos os jogos na vida, quero ganhar. Mas temos de jogar bem, ganhar a próxima bola, duelo ou desarme. Sermos mais rápidos do que o adversário. Ser melhor em todos os detalhes do jogo para no final construirmos uma exibição que, toda ela somada, permita que Portugal tenha menos erros do que o adversário e possa somar gols e os três pontos, que é o que queremos", resumiu.

No desafio do grupo 1, os nórdicos têm apostado em jogos mentais - provocações aos portugueses e o destaque pelas nove baixas -, mas Carlos Queiroz replica.

"A Dinamarca queixa-me muito que tem oito jogadores machucados, mas apenas dois são titulares. Também é importante falarmos do Hugo Almeida, Paulo Ferreira, Danny. Isso é divergir a atenção do que é importante. Vamos jogar, divertir e ganhar, que é o mais importante".

O técnico tem noção do potencial do adversário, que há um ano venceu por 3 a 2 em Alvalade: "Todos os grandes jogadores da Dinamarca estão aptos, num conjunto que vale como equipe, com grande espírito e força mental. Por isso são líderes do grupo. Temos muito respeito pela Dinamarca".

Toda a qualificação foi feita no sistema 4-3-3, mas agora, para os jogos decisivos com Dinamarca e Hungria, Portugal vai apresentar-se no 4-4-2, mais condizente com o tipo de convocados e as suas rotinas nos respectivos clubes, mas Queiroz tentou prolongar o tabu sobre o sistema.

"Eu não disse que ia alterar o modelo. A abordagem a um jogo tem a ver com as condições específicas no momento, opções estratégicas. Não há nada que substitua um bom passe, um bom desarme ou a qualidade de um arremate. Temos de concentrar-nos na próxima bola, ser mais rápidos, mais eficientes no arremate, jogar com entusiasmo. Modelos de jogo e sistemas não são o que faz a diferença no fim, mas as ações dos jogadores", frisou.

O comandante luso recusou-se a falar da equipe ou sistema que vai apresentar - "seria pouco inteligente se o fizesse aqui na conferencia de imprensa" - e lembrou que Liedson "é apenas mais um para ajudar a equipe, sem estatuto especial, idade ou condicionantes que obriguem a tomada de decisões específicas".

"A seleção tem mais opções, jogadores, diferentes caminhos para abordar esse jogo e isso é o mais importante. Temos é de nos concentrar na próxima bola, em sermos mais rápidos, eficientes no arremate, jogar como equipe, praticar bom futebol, agarrar a bola, ser melhor", insistiu.

E, revelando o espírito "fantástico" do grupo, concluiu: "Todos os futebolistas estão prontos para jogar. E todos prontos para servir a seleção do primeiro ao último minuto, entrem no princípio ou no final. É uma grande arma este espírito de sacrifício, vontade e determinação".

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