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08/09/2009 - 11h33

Leiria critica veto a patrocínio e pede greve no futebol luso

Leiria, 8 set (Lusa) - A União de Leiria convocou nesta terça-feira os clubes portugueses de futebol a fazerem greve para pressionar o governo a alterar a legislação de modo a permitir patrocínios de casas de apostas.

"Os clubes deviam entrar em greve, porque quando aparece uma fonte de receita como esta, somos logo atacados. Os clubes não têm apoios nenhuns e as receitas do Totoloto e Totobola não têm qualquer expressão. Como vamos sobreviver?", reagiu hoje fonte oficial da Sociedade Anônima Desportiva leiriense, depois da decisão do Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias, a favor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e contra a empresa de apostas online Bwin, que pretendia operar em Portugal.

A União de Leiria é um dos 11 clubes do Campeonato Português que tem as camisas patrocinadas por uma casa de apostas, a BetClick, uma fonte de receita que fica em risco.

A SAD da União de Leiria defende uma alteração legislativa que permita os patrocínios das casas de apostas, adequando a lei ao que acontece em Espanha e Itália.

"O governo tem de alterar a lei e aproximá-la do que se passa nos campeonatos espanhol e italiano, caso contrário estamos a ser vítimas de injustiça e de concorrência desleal. Somos diferentes porquê? Depois de terem subido as contribuições do futebol para a Previdência, esta situação está a matar os clubes. Porque querem acabar com o futebol?", interroga a mesma fonte.

O clube de Leiria ainda não decidiu se vai manter na quarta rodada do Português o patrocínio da BetClick nas camisas da sua equipe, adiando a decisão para depois da análise do acórdão do Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias.

Por sua vez, o Paços de Ferreira pede "bom senso a todos" os interessados e garante que "até ser notificado oficialmente da decisão, a publicidade nas camisolas irá manter-se".

"Acreditamos que a empresa de apostas está habilitada a fazer o que faz, mas, mais importante ainda, é haver bom senso de todos na resolução deste caso. Estamos a falar de verbas interessantes, que nos ajudam e fazem muita falta", disse à Agência Lusa o presidente Fernando Sequeira.

O Belenenses e a Académica anunciaram à Agência Lusa que vão estudar os casos junto dos respectivos departamentos jurídicos, adiando para mais tarde uma tomada de posição.

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