Partidos recorrem após exclusão de eleições moçambicanas

Maputo, 16 set (Lusa) - Oito partidos recorreram ao Conselho Constitucional de Moçambique (CC) da sua exclusão das eleições legislativas e assembleias provinciais de 28 de outubro, disse nesta quarta-feira à Lusa em Maputo o porta-voz da Comissão Nacional de Eleições (CNE), Juvenal Bucuane.

A CNE rejeitou as candidaturas de 10 dos 29 partidos por falta de requisitos e dos 19 admitidos ao pleito apenas a FRELIMO, partido no poder, e a RENAMO, a principal força da oposição, vão concorrer em todos os 13 círculos eleitorais do país, incluindo da Europa e da África.

Segundo Juvenal Bucuane, a CNE remeteu na terça-feira ao CC os recursos dos oito partidos impedidos de concorrer às eleições legislativas e das assembleias provinciais.

"A lei eleitoral ordena que os recursos das decisões da CNE ao Conselho Constitucional passem pelo CNE. Esse é que o procedimento", disse o porta-voz da CNE.

O Conselho tem 11 dias a contar a partir de terça-feira para decidir em torno dos recursos apresentados pelos oito partidos, como preconiza a lei orgânica do CC.

"O CC vai depois informar os partidos recorrentes do seu acórdão", adiantou Juvenal Bucuane. Entre os partidos impedidos de concorrer às eleições de 28 de outubro inclui-se o Movimento Democrático de Moçambique (MDM), que resultou de cisões na RENAMO, visto como a mais promissora força política moçambicana.

O presidente do MDM, Daviz Simango, foi entretanto admitido como candidato às eleições presidenciais, que vão ocorrer simultaneamente às legislativas e provinciais.

A campanha para as eleições gerais moçambicanas entrou hoje no quarto dia e vai ocorrer até dois dias antes do pleito.

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