No futebol, São Paulo vai à China em busca de expansão

Macau, China, 29 set (Lusa) - O vice-presidente de relações internacionais do São Paulo, Carlos Caboclo, deslocou-se esta semana a Macau e à província de Guangdong para analisar oportunidades de investimento, que poderão passar pela abertura da primeira escola de futebol do clube brasileiro na China.

Seis vezes vencedor do Campeonato Brasileiro e tri-campeão mundial de clubes, o "Tricolor do Morumbi" está interessado em expandir a sua influência ao gigante asiático, aproveitando Macau como plataforma de ligação entre a lusofonia e a China.

Ao serviço do São Paulo desde a década de 60, Carlos Caboclo esteve em Macau a convite do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM) para "divulgar o nome e imagem do clube".

"Queremos pôr um pé e, se possível, dois na China", sustentou nesta terça-feira o responsável, numa conferência de imprensa na região administrativa especial, ao salientar que é no Japão que o clube tem o maior reconhecimento da Ásia.

Incrementar a notoriedade do São Paulo na China, impulsionando o desenvolvimento da prática e interesse pelo futebol profissional no país, através da captação de investidores interessados em explorar o "know-how" do clube brasileiro são as metas a serem atingidas a partir de Macau.

"Poderemos trazer a nossa escola de futebol e alguns jogadores jovens para participarem em campeonatos em Macau e na China. Também seria possível organizarmos um evento com a participação da nossa equipe principal ou o São Paulo dar nome a uma equipe de futebol nesta região", citou.

Mas, para o São Paulo "pôr o pé" no gigante asiático é preciso "haver investidores locais interessados", defendeu o responsável, ao salientar que "a escola de futebol funcionaria como um franchising, em que o controle da qualidade seria assegurado pelo clube".

O São Paulo tem preferência por Macau para a abertura de uma escola de futebol, frisou Carlos Caboclo, fazendo, porém, a ressalva de que "tudo dependerá dos investidores".

Caso o projeto avance, o São Paulo abrirá a primeira escola de futebol na China, que se juntará às que o clube já detém na Tailândia e Austrália.

"O melhor aluno de cada uma das nossas escolas tem direito a um estágio no Brasil e a escola da China não seria exceção", explicou Carlos Caboclo, acrescentando que "cerca de 70% dos jogadores brasileiros que jogam no exterior começaram nas escolas do São Paulo ou passaram pelo clube, como Cafu ou Kaká".

O vice-presidente de relações internacionais do Tricolor constatou que Macau, como a China, não apostou no desenvolvimento do futebol profissional, mas considera que a "semente poderá ser lançada" a médio prazo.

"A China poderá entrar no cenário mundial de futebol em cinco anos, porque a disciplina, trabalho e disposição que vejo neste povo é muito importante", realçou Carlos Caboclo, adiantando que fica a cargo dos "investidores e governo apoiarem o lançamento de equipes que cresçam".

Durante a primeira abordagem ao mercado chinês, o vice-presidente de relações internacionais do São Paulo terá um encontro com o vice-governador da província de Guangdong, Wan Qingliang, para analisar as perspectivas de cooperação.

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