Cristiano Ronaldo fala em 'fazer a diferença' contra a Hungria

Lisboa, 9 out (Lusa) - O português Cristiano Ronaldo assumiu-se nesta sexta-feira como um jogador que "costuma fazer a diferença" nos momentos difíceis e espera ser decisivo, sábado, contra a Hungria, em jogo decisivo pelas eliminatórias para a Copa-2010.

"Sempre fui um jogador que nos momentos difíceis costuma fazer a diferença. Espero fazer a diferença amanhã (sábado), com gols, passes, faltas. Tento dar sempre o meu melhor, como sempre fiz aqui na seleção", afirmou.

Em entrevista coletiva um dia antes do duelo no estádio da Luz, em Lisboa, Ronaldo, que sofreu um entorse no tornozelo direito, disse estar "melhor" e "recuperando-se bem".

"Já me sinto quase a cem por cento. Com os tratamentos de hoje e de amanhã (sábado), vou estar bem", adiantou o jogador do Real Madrid.

Decisivo nas eliminatórias para a Copa-2006 e Eurocopa-2008, o jogador ainda não marcou qualquer gol nas eliminatórias para 2010.

"Quando cheguei ao Real Madrid diziam: 'não vale este dinheiro, este não é futebol para ele'. De um momento para o outro mudaram de opinião. Meteram o rabinho entre as pernas. Aqui ainda não consegui. Não há problema, estou a guardar-me para o Mundial", disse.

Ronaldo disse que os húngaros "não vão mudar muito a forma de jogar", e espera uma "equipe mais defensiva", garantindo que Portugal tem "armas" para ultrapassar este obstáculo.

"Sempre fui habituado a lidar com grandes pressões. É um jogo muito importante, sabemos que temos de ganhar. Senão ficamos fora do Mundial", considerou.

Sobre as declarações de Luís Figo, que disse que o argentino Messi deverá ser eleito melhor do mundo este ano, Ronaldo foi direto: "A mim não me afeta nada. Como se diz em espanhol: 'me da igual'".

O atacante também desvalorizou as afirmações do inglês Wayne Rooney - antigo colega no Manchester United, que disse que não queria Portugal no Mundial - frisando que o disse "em tom de brincadeira".

"Porque sabe que não tem boas recordações de Portugal. Acho que foi em tom de brincadeira. Sabe que Portugal é candidato. Tenho a certeza de que se Portugal se qualificar vai ser diferente, vai haver mais tempo para nos entrosarmos, vamos fazer melhor do que até agora", disse.

Já Bruno Alves adiantou que toda a equipe "está a trabalhar para ter um bom rendimento", dizendo que está "otimista" que "o coletivo vai funcionar".

"Tenho sempre um pensamento positivo em relação à vida. Esse tipo de questões nem me passa pela cabeça. O que me interessa é ganhar estes dois jogos, conseguir o apuramento para o 'play-off' e depois para o Mundial", acrescentou o zagueiro do Porto.

Bruno Alves deu a vitória a Portugal na Albânia, um resultado que manteve Portugal na corrida para a Copa-2010, mas disse que não um jogador que "pensa individualmente".

"O coletivo é que tem vencido os jogos. Continuo a trabalhar da mesma maneira. Claro que marcar ou fazer algo bom é positivo para o jogador, mas no final o importante é que o coletivo vença", concluiu.

Depois de enfrentar a Hungria, a seleção portuguesa encerra quarta-feira a sua participação nas eliminatórias enfrentando Malta, no estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães.

Portugal ocupa atualmente a terceira posição do grupo 1, com menos cinco pontos que a Dinamarca, menos dois que a Suécia e os mesmos que a Hungria.

Com o primeiro lugar praticamente entregue à Dinamarca, Portugal precisa vencer Hungria e Malta, mas, mesmo assim, fica dependente dos resultados da Suécia para chegar ao segundo lugar, que dá acesso ao "play-off".

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