Angola criará serviço tradicional de táxi na Copa Africana

Luanda, 24 nov (Lusa) - As quatro cidades angolanas onde vai ser disputada a Copa Africana das Nações (CAN 2010), de 10 a 31 de janeiro, vão ser "equipadas" por um serviço de táxi com automóveis de cinco lugares que não existe hoje em Angola.

O anúncio foi feito pelo ministro dos Transportes, Augusto Tomás, que adiantou estarem já no país 300 táxis para distribuir pelas cidades de Luanda, Lubango, Benguela e Cabinda, cabendo a cada uma 75 viaturas.

Este serviço será melhorado numa segunda fase com mais 200 táxis.

Atualmente este serviço de táxi em veículos leves de cinco lugares não existe em Angola, sendo o lugar dos normais táxis europeus ocupado pelos chamados candongueiros (vans), vulgarmente "carrinhas" de 18 lugares que servem percursos fixos no interior e entre cidades.

Só na cidade de Luanda existem, segundo informações oficiais da Direção Nacional de Viação e Trânsito (DNVT), do Ministério do Interior, mais de 34 mil candongueiros, sendo que, destes, apenas quatro mil estavam licenciados há cerca de seis meses.

A forma desordenada e fora das regras como estes veículos se movimentam nas cidades é apontado como uma das razões principais para o caótico trânsito de Luanda, embora o seu sindicato defenda que sem eles o transporte de pessoas na capital angolana seria impossível.

Para resolver este problema, no início deste ano, o governo colocou cerca de 1000 ônibus novos para circular no país, mais de metade em Luanda e, aproveitando a introdução de um novo Código de Estrada, mais severo com as infracções, apertou a fiscalização a estas viaturas.

No início da entrada em vigor do novo código, a cidade de Luanda observou uma acentuada diminuição de candongueiros circulando e uma melhoria no trânsito, mas, com o passar dos meses, o número de táxis de 18 lugares voltou ao normal assim como o caótico e persistente engarrafamento da capital angolana.

Com a introdução do serviço de táxi com veículos pequenos de cinco lugares, aproveitando a realização da CAN em janeiro de 2010, e segundo fontes da DNVT, existe a possibilidade de restringir o acesso dos candongueiros ao miolo da cidade de Luanda, ficando estes com o serviço de ligação entre a capital e a sua periferia.

A aposta na melhoria do serviço de ônibus, com quatro operadoras, é outro dos instrumentos que o governo está usando para diminuir o sufocante trânsito de Luanda, cidade onde fazer um percurso de dois quilômetros pode demorar três horas, como acontece.

O ministro dos Transportes, Augusto Tomás recordou ainda o esforço, neste contexto, do governo para melhor a circulação durante a CAN, garantindo que o seu ministério "está em condições de dar resposta à grande prova que o país vai acolher, quer a nível rodoviário, quer aéreo".

Além da introdução de táxis "normais", o governo tem ainda em curso a conclusão dos trabalhos de remodelação do aeroporto de Luanda, cuja capacidade de atendimento a passageiros deverá triplicar, com novos terminais de passageiros, parques de estacionamento e melhores condições de segurança, bem como a repavimentação da maior parte das artérias de Luanda.

Aa restantes três cidades viram igualmente reformulados os seus aeroportos.

Ainda para a CAN 2010, estão sendo plantadas nas ruas de Luanda centenas de árvores e a colocação de grama onde atualmente existe apenas terra.

A CAN começa em 10 de janeiro com Angola enfrentando Mali no novo estádio de Luanda, um dos quatros construídos para o torneio.

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