Chanceler luso quer que UE defina plano para Afeganistão

Lisboa, 10 dez (Lusa) - A União Europeia (UE) deve estabelecer um plano de ação necessário para a estabilização do Afeganistão e apresentar "uma visão clara" na conferência internacional de janeiro, em Londres, afirmou o ministro português das Relações Exteriores, Luís Amado, em carta divulgada nesta quinta-feira.

"A UE tem um papel importante neste esforço global. É vital que nós - a UE e os Estados-membros - nos reunamos em Londres com ideias claras do que pode ser o nosso esforço e de como podemos melhorar a eficácia global dos recursos aplicados no Afeganistão", disse o chanceler no documento enviado à nova alta representante para a Política Externa e Segurança do bloco, a britânica Catherine Ashton.

Na carta, datada de 7 de dezembro e à qual a Agência Lusa teve acesso nesta quinta, Amado sugeriu que a questão fosse debatida na reunião de ministros das Relações Exteriores do bloco europeu, que acontece em janeiro. A intenção é que haja em Londres, no fim do mesmo mês, "uma visão clara da aplicação" do Plano de Ação da UE para o Afeganistão e Paquistão, aprovado em outubro.

O chanceler português destacou que a entrada em vigor do Tratado de Lisboa "criou as condições institucionais para dar um novo ímpeto à capacidade de a UE gerir seus interesses na política internacional", e, por isso, considerou "muito importante" o bloco "demonstrar rapidamente sua capacidade para influenciar o curso dos acontecimentos".

"Neste contexto, uma das preocupações mais prementes é o compromisso europeu para a estabilização do Afeganistão, em suas vertentes civil e militar. Esse é o principal desafio imediato da política externa e da política de defesa União Europeia", ressaltou.

Para Amado, "o momento político criado pela entrada em vigor do Tratado de Lisboa" deve também ser aproveitado para "maximizar o que a UE pode fazer no Afeganistão", para o que seria "mais fácil" se "a questão pudesse ser gerida de uma forma coordenada em todas as capitais, assim como entre a Otan e a UE".

Na carta, o ministro afirma que a estratégia anunciada na semana passada pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, "traduz uma visão clara e sensata do que se pode e deve fazer no e para o Afeganistão", e mencionou o empenho de novos recursos militares, o reforço do treinamento das forças afegãs e do esforço civil para o desenvolvimento social e econômico do país.

A carta inclui ainda uma referência à necessidade de os dirigentes europeus transmitirem às opiniões públicas europeias a importância da presença internacional no Afeganistão, para que seja possível ter o apoio necessário ao esforço em recursos militares, civis e financeiros.

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