ONU vê fim da mutilação genital feminina "dentro de uma geração"

Eleutério Guevane

  • Siegfried Modola/Reuters

    Meninas da etnia Pokot são cobertas com peles de animais logo após passarem por um rito de circuncisão

    Meninas da etnia Pokot são cobertas com peles de animais logo após passarem por um rito de circuncisão

Secretário-geral afirmou que mais países estão atentos ao procedimento e recolhem informações; mensagem destaca que nunca antes foi mais urgente ou possível acabar com a prática

Por ocasião do Dia Internacional de Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina, assinalado neste 6 de fevereiro, o secretário-geral da ONU disse que pode-se acabar com o procedimento "dentro de uma geração".

Para Ban Ki-moon, nunca antes foi mais urgente ou possível pôr fim à prática evitando o sofrimento humano que não pode ser medido e aumentando o poder de mulheres e meninas para ter impacto positivo no mundo.

Alvo

O chefe da ONU destacou que os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável, adotados pelos Estados-membros da ONU em 2015, incluem um alvo específico que apela ao fim da mutilação genital feminina.

Ban afirmou que levanta a sua voz com um apelo para que os outros se juntem a si para capacitar comunidades que anseiam a mudança. O secretário-geral disse que conta com os governos que honrem os compromissos e com o apoio da sociedade civil, profissionais de saúde, meios de comunicação e jovens.

Urgência

Estimativas revelam que pelo menos 200 milhões de meninas e mulheres no mundo sofreram alguma forma de mutilação genital feminina. Ban defende que a urgência de acabar com a prática pode ser vista nos números que crescem.

Para o representante mais países estão atentos ao procedimento e à recolha de dados, o que ele classifica como um bom progresso. Mas revela que esse avanço ?não é de todo positivo? por não acompanhar o ritmo do crescimento populacional.

Procedimento

Com as  tendências atuais, Ban acredita que mais meninas serão cortadas a cada ano até 2030 por causa das altas taxas de fertilidade e das populações jovens que vivem na maioria das comunidades onde prevalece a mutilação genital feminina.

O chefe da ONU lembra ainda  que a prática aumenta os riscos durante o parto com danos às meninas de hoje e da próxima geração.

O secretário-geral destaca que com esse procedimento totalmente abandonado,  os efeitos positivos irão ecoar nas sociedades com a recuperação da  saúde, dos direitos humanos e de um vasto potencial de meninas e mulheres.

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