Giro UOL Política: PT alimentou as cobras que agora picaram Dilma na Câmara

Saulo Novaes

Do UOL, em São Paulo

Em um dia histórico para o país, foi decidido na Câmara dos Deputados a admissão do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, que agora segue para o Senado. A oposição ao governo conseguiu os 342 votos favoráveis necessários para a autorização do prosseguimento do impeachment.

A votação reservou algumas surpresas, como deputados que decidiram ir contra a orientação dos partidos, como Sergio Vidigal (PDT-ES) e Alfredo Nascimento (PR-AM), por exemplo. Este último, presidente nacional do PR, renunciou ao cargo no comando do partido para votar a favor do impeachment. Outros mudaram de ideia em cima da hora, o que ajudou a atingir mais rapidamente o número de votos favoráveis ao processo.

De acordo com a Folha de S.Paulo, o diretório do PT deve discutir na terça-feira (19) que Dilma Rousseff envie ao Congresso Nacional proposta de redução do próprio mandato e de convocação de eleições presidenciais ainda neste ano, junto das eleições municipais do país.

 

Câmara diz "sim"

O pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) conseguiu os 342 votos necessários para aprovação na Câmara. O resultado não afasta Dilma imediatamente da Presidência.

Agora o Senado deve começar ainda neste mês a apreciar a denúncia. Para avançar, o impeachment precisará do voto da maioria dos senadores, pelo menos 41 dos 81.

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Para o governo, retrocesso

O ministro-chefe do Gabinete da Presidência da República, Jaques Wagner, classificou como um retrocesso a instauração do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. Ele ainda disse esperar que o Senado faça justiça à petista.

Wagner também afirmou que a decisão ameaça interromper 30 anos de democracia no país e que os deputados federais fecharam os olhos às melhorias dos últimos 12 anos, período em que o PT está à frente do governo.

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E para a oposição, um passo importante

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) comemorou o avanço do impeachment após votação na Câmara dos deputados.

Em nota, Aécio classificou o momento como grave e um passo importante para o Brasil superar dificuldades. Ele também pediu para que os protestos nas ruas continuem e projetou um futuro difícil ao afirmar que "a luta ainda não acabou"

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