Giro UOL Política - Josias: vida de Temer não será fácil na Presidência

Thomaz Molina

Do UOL, em São Paulo

A presidente Dilma Rousseff foi afastada pelo Senado em votação realizada nesta quinta-feira (12) depois de uma sessão de mais de vinte horas. No placar, 55 senadores votaram a favor da continuidade do processo de impeachment e 22 foram contra. Ela deixa a Presidência um ano e quatro meses depois de assumir o segundo mandato, e o vice Michel Temer assume interinamente. Para o blogueiro do UOL Josias de Souza, a vida de Temer não será fácil, já que o PMDB é parte do fiasco do atual governo. O presidente interino vai ter que ser muito hábil politicamente para administrar os interesses do Congresso e manter a governabilidade.

 

Senado aprova processo

O Senado decidiu afastar do cargo a presidente Dilma Rousseff (PT). É a segunda chefe de Estado a enfrentar formalmente um processo de impeachment desde a redemocratização, 24 anos após Fernando Collor. O vice Michel Temer (PMDB) deve assumir o lugar interinamente nesta quinta-feira (12)

Com 78 senadores presentes, 55 votaram contra Dilma e 22 a favor, com 0 abstenções. Renan Calheiros, presidente da Casa, não votou. Era preciso maioria simples (ou seja, a maioria dos senadores presentes, mais um) para que o pedido fosse aceito.

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É golpe, diz Dilma

Na primeira manifestação após o Senado decidir pela abertura do processo de impeachment, Dilma Rousseff afirmou, no Facebook, que é golpe.

Dilma deve ser notificada formalmente ainda nesta manhã da decisão legislativa e, em seguida, Michel Temer assume interinamente o poder.

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"Momento triste", diz Cardozo

Após atuar na defesa da presidente Dilma Rousseff em todas as fases até do processo de impeachment, o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, afirmou que o afastamento de Dilma pelo Senado é "um dos momentos mais tristes da democracia brasileira".

Cardozo reafirmou aos senadores que a presidente não cometeu crimes de responsabilidade e que, por isso, o processo de impeachment equivale a um golpe de Estado. O ministro disse que vai continuar atuando na defesa de Dilma no Senado, mesmo após a destituição da AGU, dada como certa no governo Temer

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Festa na Paulista

Após o Senado votar a admissão do processo de impeachment da presidente Dilma, um grupo com pouco mais de 30 pessoas contrárias à presidente bloqueava três faixas da avenida Paulista, no sentido Paraíso, em comemoração do resultado.

Com bandeiras do Brasil nas mãos e amarradas nos ombros o grupo gritava palavras de ordem: "a bandeira do nosso País jamais será vermelha". Eles também cantavam em coro: "o dia já vem raiando meu bem e a Dilma já vai embora".

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