Topo

Desligou? Veja o que foi notícia no feriado de Corpus Christi

Arte/UOL
Imagem: Arte/UOL

Do UOL, em Brasília

04/06/2018 04h00

Se você “desligou” durante o feriado prolongado de Corpus Christi, o UOL fez uma lista de tudo de mais importante que aconteceu entre a última quinta-feira (31) e o domingo (3).

O feriadão começou com o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes mandando soltar, pela segunda vez, Paulo Preto, apontado pela Operação Lava Jato como um dos principais operadores de propina do PSDB.

Ainda no front da Lava Jato, a PF conseguiu identificar uma ligação entre o coronel João Baptista Lima Filho e a empresa Rodrimar, suspeita de ter pago propina ao presidente Michel Temer (MDB).

Ainda se recuperando dos impactos da greve dos caminhoneiros, o país foi surpreendido com o pedido de demissão de Pedro Parente do cargo de presidente da Petrobras na sexta (1°). Pressionado, o governo anunciou, no mesmo dia, Ivan de Souza Monteiro como o novo presidente da companhia.

O feriado ainda foi marcado pela condenação de Renato Peixoto, acusado de ter infectado pelo menos duas mulheres com o vírus do HIV de forma intencional no Rio de Janeiro.

Ainda no Rio de Janeiro, foi divulgada a morte do australiano Christopher John Gott, um professor australiano condenado por pedofilia em seu país de origem e que fugiu para o Brasil há pelo menos 20 anos. Ele estava em coma havia pelo menos cinco meses depois de ser atropelado em Copacabana.

Para diminuir o diesel, governo cortará no SUS e na educação

A conta da greve dos caminhoneiros começa a ficar mais clara na quinta-feira (31). A edição extra do DOU (Diário Oficial da União) mostrou que o governo terá de onerar empresas exportadoras e cortar investimentos em saúde e educação para pagar as contas relativas aos subsídios prometidos aos caminhoneiros para diminuir o preço do diesel. 

As estimativas iniciais indicam que para manter o desconto de R$ 0,46 no preço do diesel, o governo terá que gastar R$ 3,4 bilhões. 

PF deflagra operação contra locaute

Ainda na quinta-feira (31), a PF deflagrou uma operação contra suspeitos de terem praticado locaute -- quando empresas ou empresários atuam para interromper serviços ou fornecimento de produtos. Uma pessoa foi presa.

Desde o início da greve dos caminhoneiros, o governo tem feito acusações contra empresários que teriam se unido para explorar o movimento a fim de obter vantagens. 

PF identifica ligação entre amigo de Temer e empresa suspeita

Marcelo Camargo/Agência Brasil
Temer é investigado por suposta ligação com a empresa Rodrimar Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Um relatório da Polícia Federal identificou uma relação entre o coronel João Baptista Lima Filho e a empresa Rodrimar, uma das operadoras do Porto de Santos. Lima é suspeito de ser um dos principais operadores de recebimento de propina para o presidente Michel Temer (MDB).

A Rodrimar, por sua vez, é investigada por suspeita de ter repassado dinheiro de propina ao presidente. Temer, Lima e a Rodrimar negam envolvimento em quaisquer irregularidades.

Segundo a PF, a ligação entre Lima Filho e a Rodrimar seria um contador chamado Almir Martins. Ele foi o administrador da filial brasileira da empresa Eliland, braço de uma offshore com sede no Uruguai. Martins também foi contador das campanhas de Temer em 1994, 1998, 2002 e 2006 e trabalha para uma das empresas de Lima Filho, a Argeplan.

Martins disse em depoimento que a Eliland mantinha um contrato com a Rodrimar.

Gilmar Mendes manda soltar Paulo Preto pela segunda vez

André Dusek/Estadão Conteúdo
O ministro do STF Gilmar Mendes já havia soltado Paulo Preto em maio deste ano Imagem: André Dusek/Estadão Conteúdo

O ministro do STF Gilmar Mendes concedeu um novo habeas corpus para soltar o ex-diretor da Dersa (empresa estatal do governo de São Paulo responsável por obras) Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto. Ele é suspeito de ser um dos principais operadores de propina de políticos do PSDB paulista. O ex-diretor nega envolvimento nos crimes atribuídos a ele. 

Este foi o segundo habeas corpus expedido por Gilmar Mendes para Paulo Preto, que havia sido preso em abril deste ano, mas foi solto pelo ministro no início de maio

Pedro Parente deixa Petrobras; Ivan Monteiro assume o posto

Guga Gerchmann/Folhapress
Imagem: Guga Gerchmann/Folhapress

Em meio aos impactos da greve dos caminhoneiros, Pedro Parente pediu demissão do cargo de presidente da Petrobras na última sexta-feira (1º), antes mesmo do fechamento do pregão da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo). O anúncio da saída de Parente fez com que as ações da Petrobras caíssem 14%.

Parente vinha sendo criticado por políticos da esquerda e da direita pela manutenção da política de preços adotada pela companhia que previa reajustes diários no preço dos combustíveis.

Pressionado, o governo anunciou no mesmo dia o nome do novo presidente da companhia, Ivan de Souza Monteiro , que até então ocupava a diretoria financeira da empresa. Monteiro chegou à companhia junto com o ex-presidente da Petrobras Aldemir Bendine, que está preso em Curitiba por conta da Operação Lava Jato.

Novas eleições para governador no Tocantins

Eleitores do Tocantins e de 20 munícipios de nove estados (SP, CE, RJ, BA, RS, RO, MG, RN e GO) foram às urnas no domingo (3) para eleger o representante dos seus Executivos em eleições suplementares, por causa da cassação dos mandatos ou indeferimento do registro de candidatura dos eleitos nas eleições de 2014 e 2016.

No caso do Tocantins, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) determinou a realização de eleições suplementares depois de cassar o mandato do governador Marcelo Miranda (MDB-TO) por caixa dois na campanha de 2014. Com 100% das urnas apuradas, o governador interino, Mauro Carlesse (PHS-TO), saiu na frente no primeiro turno, com 30,31% dos votos e vai disputar o segundo turno com o senador Vicentinho Alves (PR-TO).

A campanha para o segundo turno começa hoje e os eleitores voltam às urnas no dia 24 de junho. O eleito tomará posse em julho para um mandato até dezembro. O estado participará normalmente da eleição regular de outubro.

Justiça condena homem por infectar mulheres com HIV

Reprodução/Facebook
Segundo vítimas, Renato usava redes sociais para abordar mulheres Imagem: Reprodução/Facebook

Renato Peixoto Leal Filho foi condenado pela Justiça do Rio de Janeiro por ter contaminado intencionalmente pelo menos duas mulheres com o vírus HIV. Leal Filho, que já estava preso provisoriamente, foi condenado a sete anos de prisão em regime fechado por, segundo a denúncia, ter mantido relações sexuais sem proteção com mulheres mesmo sabendo que era portador do vírus. A decisão é em primeira instância e Renato ainda pode recorrer.

Ele afirmou em sua defesa que informou as mulheres sobre sua condição, mas mesmo assim elas teriam concordado em manter com ele relações sexuais.

O caso veio à tona depois que mulheres denunciaram Leal Filho à polícia e em redes sociais. Segundo as investigações, ele se aproximava de suas vítimas em redes sociais e se apresentando como empresário.

Após seduzi-las, ele mantinha relações sexuais com essas mulheres sem proteção e sem avisá-las que era portador do vírus HIV.

Marcha para Jesus reúne políticos em São Paulo

Gabriela Biló/Estadão Conteúdo
Pré-candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL) vai à Marcha para Jesus, em SP Imagem: Gabriela Biló/Estadão Conteúdo

A Marcha para Jesus, evento que reúne católicos e evangélicos em todo o país, recebeu o apoio de diversos políticos em sua edição em São Paulo, na última quinta-feira (31). Entre os que subiram ao palco do evento estavam o pré-candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL). 

Durante sua passagem pelo evento, Bolsonaro, defensor do regime militar que governou o Brasil entre 1964 e 1985, disse à imprensa que nunca defendeu uma eventual intervenção militar nos dias atuais no Brasil. "Eu nunca defendi intervenção militar nenhuma, nunca disse isso. Se um dia se um militar chegar ao poder, será através do voto. Essa é a minha posição", disse.   

Justiça condena Cunha a 24 anos de prisão

Foto: ABr
Eduardo Cunha acabou condenado na Lava Jato Imagem: Foto: ABr

Ainda na sexta-feira (1º), o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (MDB-RJ) foi condenado a 24 anos de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Para a Justiça Federal do Distrito Federal, Cunha pediu, recebeu e ocultou dinheiro de propina oriundo de um esquema de pagamento de vantagens ilícitas relacionadas a empréstimos liberados pela Caixa Econômica Federal.

Cunha, que está preso no Paraná, nega seu envolvimento nos crimes.

Australiano condenado por pedofilia morre no Rio de Janeiro

O professor australiano Christopher John Gott, 63, morreu depois de quase seis meses internado em coma em um hospital do Rio de Janeiro. Gott havia sido condenado na Austrália por abuso sexual e fugiu para o Brasil havia pelo menos 20 anos. Ele morreu na última quinta-feira (30), mas sua morte só foi comunicada no domingo (3). 

Gott foi identificado no país porque foi uma das 17 pessoas atropeladas no calçadão de Copacabana em janeiro deste ano. A polícia encontrou um passaporte falso com Gott e pediu ajuda à Interpol para identificá-lo. No Brasil, Gott adotou o nome Daniel Marcos Phillips. Ele também trabalhava como professor e chegou a criar duas crianças como se fossem seus filhos. 

Novo premiê da Espanha assume o governo

Pierre-Philippe Marcou/Reuters
Sánchez (à esquerda) e Rajoy (à direita) se cumprimentam no Parlamento espanhol Imagem: Pierre-Philippe Marcou/Reuters

No noticiário internacional, o destaque foi para a troca do premiê espanhol. Em meio a suspeitas de corrupção, Mariano Rajoy, do conservador PP (Partido Popular), deixou o poder após o Parlamento aprovar uma moção de censura contra ele. Em seu lugar assumiu o socialista Pedro Sanchez, do PSOE (Partido Socialista Operário Espanhol). 

Entre os seus principais desafios, Sanchez terá de lidar com um parlamento onde não tem a maioria dos votos e ainda terá que enfrentar eventuais resistências vindas da Catalunha, região que luta por sua autonomia em relação à Espanha. 

Morte de Marielle é lembrada na Parada LGBT

Werther Santana/Estadão Conteúdo
A Parada LGBT deste ano teve como foco as eleições de outubro Imagem: Werther Santana/Estadão Conteúdo

Na abertura da 22ª Parada LGBT de São Paulo, Mônica Benício, viúva da vereadora Marielle Franco (Psol), lembrou a morte de sua companheira, em março no centro do Rio de Janeiro, e disse que o Brasil é o país onde aconteceriam mais assassinatos da população LGBT.

Sob o tema "Poder LGBT, Nosso Voto, Nossa Voz", a parada teve também a presença dos pré-candidatos à Presidência da República Guilherme Boulos (Psol) e Manuela D'Ávilla (PCdoB), gritos de "Fora, Temer" e vaias ao prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB).