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Minas e manos, é dia nacional do rap: as histórias de quem faz o som rolar

Racionais MCs
Imagem: Racionais MCs

Núcleo de Diversidade

06/08/2022 04h00

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De acordo com as plataformas de streamings, o rap vem aumentando o número de ouvintes embalados por nomes contemporâneos como Emicida, Criolo, Xamã e Djonga, e os já consagrados artistas como Racionais Mcs. No Dia Nacional do Rap, comemorado neste sábado (6), a Nós Negros traz uma seleção de conteúdos sobre o gênero, que mergulha em letras críticas e ácidas, mas também em amor, saúde mental e natureza.

Hoje em dia existe algo muito especial no rap, que é colocar o que há de mais subjetivo das suas vivências como o afeto de forma visceral. A rebeldia está justamente em não seguir o papel da dureza associado ao negro, esse lugar que nos tira a humanidade"
Rico Dalasam, rapper, em entrevista à Nós Negros

Entre os conteúdos, também vale destaque a websérie sobre Sabotage, comentada pelos filhos após 17 anos de sua morte, umas entrevista no marco dos 30 anos de carreira de Thaíde, a mobilização de rappers e beatmakers nordestinos para mudar o jogo da cena musical e o rapper Shackal, que revitaliza a região onde passou 20 anos em situação de rua, no Rio.

E, apesar de as mulheres sempre ocuparem espaços no rap, elas nem sempre foram reconhecidas. Aqui, vale retomar histórias e conteúdos do UOL desde a pioneira Dina Di, passando por Negra Li, Preta Rara, a dupla Tasha e Tracie, Tássia Reis, Lin da Quebrada, Jup do Bairro e Mc Soffia.

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"RECEBA"... Em poucos meses, Iran Santana virou o "Luva de Pedreiro". O influencer baiano estourou na internet, fechou contratos com empresas e agora tem um impasse milionário com o ex-empresário. Com fama meteórica, será que ele é uma marca consolidada ou um meme passageiro?

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ESTUDAR OU COMER... Com crise e sem bolsa, jovens da periferia desistem de fazer faculdade. Pela responsabilidade de trabalhar e arcar com as contas de casa, falta dinheiro e disposição para seguir com os estudos. A reportagem de TAB traz algumas dessas histórias.

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PORTUGAL... O presidente português, Marcelo Rabelo, se pronunciou após o caso de racismo envolvendo os filhos de Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso. O parlamentar disse que existe racismo no país, mas não é possível generalizar a sociedade portuguesa como racista. Veja mais sobre o pronunciamento.

ANTIRRACISMO... A tradutora Priscilla Celeste, que tem um filho negro, lançou o livro "Do outro lado, do lado de cá" em que traz erros e acertos de uma família branca na educação de um filho negro e discute o papel dos brancos no combate ao racismo.

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JUSTIÇA... O modelo Bruno Krupp foi preso pela morte de João Gabriel Cardim, um jovem negro de 16 anos. Krupp dirigia uma moto em alta velocidade na Barra da Tijuca (RJ) quando o atingiu. O modelo responde por homicídio doloso. Artistas e comunicadores demonstraram indignação com o caso.

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DANDO A LETRA

Um relatório vazado apontou que o Peabody Museum, da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, guarda vestígios humanos de mais de 7 mil indígenas americanos e de pelo menos 15 pessoas escravizadas."
Carlos da Silva Jr, colunista do UOL

Os historiadores Ana Flávia Magalhães, Carlos da Silva, Fernanda Oliveira, Mariléa de Almeida e Patrícia Alves-Melo são autores da coluna Presença Histórica, do UOL. - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação

Em Notícias, Carlos da Silva Jr do Presença Histórica traz informações sobre um documento que mostra como as universidades da elite norte-americana vêm se beneficiando da escravidão.

Em Ecoa, Eduardo Carvalho reflete sobre como o racismo contra Titi e Bless afeta a vida de toda a sociedade e Anielle Franco traz uma descrição sobre o dia da inauguração da estátua de Marielle no centro do Rio de Janeiro.

Em Universa, Cris Guterres discute como a violência política de gênero dificulta a chegada das mulheres ao poder. De 191 nações, o Brasil ocupa o 142º lugar no mapa global de mulheres na política.

A farra com dinheiro público atinge nível tão absurdo que a reportagem exclusiva [do UOL] revela que Fabrício Manhães Cabral, o funcionário que recebeu mais dinheiro entre todos da lista, não consegue dar explicação convincente sobre qual é exatamente sua função no Ceperj. Em sete meses, ganhou R$ 122,8 mil de salário não se sabe exatamente para que"
Chico Alves, colunista do UOL

Em Notícias, Chico Alves conta que os principais candidatos ao governo do Rio de Janeiro passam por inferno astral com a opinião pública. No caso de Cláudio Castro, a crise veio após uma série de reportagens exclusivas do UOL sobre cargos secretos.

Em VivaBem, Alexandre Silva mergulha na animação da Disney "Moana - Um Mar de Aventuras" para falar sobre a importância da conexão com a espiritualidade e Larissa Cassiano pega carona na linha de perfumes íntimos da Anitta para alertar sobre a saúde vaginal e a importância de odores naturais.

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PEGA A VISÃO

O racismo estrutural atravessa tudo e, na saúde, não poderia ser diferente. Tem, por exemplo, esses mitos de que mulheres negras aguentam mais dor ou que ficam menos doentes e, aí, nos dão menos medicação. Na verdade, não podemos deixar de trabalhar, então trabalhamos adoecidas"
Carolina Magalhães, criadora do projeto "Se Cuida Preta"

Carolina Magalhães, finalista do Prêmio Inspiradoras 2022 na categoria Informação para vida - Julia Rodrigues/UOL - Julia Rodrigues/UOL
Imagem: Julia Rodrigues/UOL

A maioria das mulheres que estampam campanhas de prevenção contra o câncer de mama são brancas. Mas a doença acomete muitas mulheres negras, como é o caso de Carolina Magalhães, uma das finalistas do Prêmio Inspiradoras 2022.

Diagnosticada aos 29 anos, Carolina começou a compartilhar suas experiências nas redes sociais durante o tratamento, o que acabou se tornando o livro "Mas nem parece que você tem câncer" e o projeto "Se Cuida Preta", com intuito de informar mulheres negras sobre prevenção e tratamento.

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SELO PLURAL

conversa - Arte UOL - Arte UOL
Imagem: Arte UOL

No Episódio #66 de Conversa de Portão, o debate sobre a chamada Síndrome da Impostora é abordado dentro da perspectiva racial. No bate papo, a psicóloga Ariane Kwanza Tena explica como o racismo estrutural empurra a população negra para o sentimento de incapacidade.