Lula se reúne com ministros da área econômica para discutir corte de gastos

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* Haddad e Tebet apresentam a Lula situação fiscal do país. O presidente teve uma reunião ontem com os ministros da área econômica para tratar da questão fiscal do país e discutir alternativas para equilibrar as contas públicas. Foi a primeira reunião do presidente neste ano com a chamada Junta de Execução Orçamentária, e ela ocorre depois da pressão do mercado para que o governo corte gastos diante da desconfiança dos investidores no Brasil. O momento também é delicado para o governo pela perda de apoio político a medidas que aumentam a arrecadação. Os ministros apresentaram gráficos com a evolução das despesas e, segundo Tebet, Lula se surpreendeu de forma negativa com o nível de subsídios do país, que correspondem a quase 6% do PIB. As alternativas para equilibrar as contas serão apresentadas em uma próxima reunião. Saiba como foi o encontro.

* Encenação antiaborto no Senado e falta de pluralidade irritam Pacheco. O debate promovido para discutir a assistolia fetal, técnica recomendada pela OMS para a interrupção da gestação acima de 20 semanas, teve 17 convidados, sendo que 15 deles se posicionam contra o procedimento, e uma contadora de histórias que encenou um feto gritando durante um aborto. O UOL apurou que Rodrigo Pacheco assistiu à sessão pela televisão e ficou incomodado vendo o plenário sendo usado como "teatro" e com a ausência da bancada feminina. O debate ignorou especialistas contrários ao PL Antiaborto por Estupro e convidou apenas na véspera a presidente da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, que não teve tempo hábil para comparecer. A OAB considerou ontem o PL inconstitucional. A entidade disse que o texto ignorou princípios constitucionais, "suplantado por uma linguagem punitiva, depreciativa, despida de qualquer empatia e humanidade, cruel e, indubitavelmente, inconstitucional". O parecer da Ordem dos Advogados será encaminhado ao Congresso. Leia mais.

* Dólar volta a subir e fecha em R$ 5,42 com Selic e risco fiscal no radar. A moeda americana teve alta de 0,73% e fechou no maior valor desde 4 de janeiro de 2023, início do governo Lula. A Bolsa brasileira fechou em queda de 0,44% e os analistas atribuem o movimento às expectativas sobre o anúncio da decisão sobre a taxa básica de juros pelo Copom, que se reúne a partir de hoje e divulga a decisão amanhã. A expectativa é de que o comitê do Banco Central decida manter a taxa no atual nível de 10,50% ao ano. As incertezas no cenário fiscal também estão provocando cautela nos investidores. Leia a análise.

* Dino vê provas de que orçamento secreto não acabou e convoca audiência. O ministro do STF marcou uma audiência de conciliação com representantes de instituições envolvidas para o dia 1º de agosto para garantir o cumprimento de decisão de encerrar a prática em dezembro de 2022. Flávio Dino disse que há "comprovação cabal" de que o mecanismo que deu ao Congresso, especialmente no governo Bolsonaro, maior controle sobre os recursos públicos sem transparência ainda persiste. A sua avaliação se baseia em informações do Ministério do Planejamento, que reportou dificuldades de acesso a dados de determinadas rubricas orçamentárias de emendas parlamentares. Leia mais.

* STF decide se torna irmãos Brazão réus por assassinato de Marielle. Caso a denúncia seja aceita, o deputado Chiquinho e o conselheiro do TCE-RJ Domingos Brazão se tornarão réus por homicídio e organização criminosa. Eles estão presos desde março. Ao menos 3 dos 5 ministros da Primeira Turma precisam concordar com a denúncia, ela é composta por Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Cristiano Zanin e Flávio Dino. Eles decidirão se a denúncia oferecida pela PGR tem os elementos necessários para abrir uma ação penal. Além dos irmãos Brazão, há outros três investigados: o delegado Rivaldo Barbosa, o ex-assessor de Domingos Brazão no TCE, Robson Calixto Fonseca, e o policial militar Ronald Paulo Alves Pereira. Saiba mais.

* Chuva eleva nível de rios, e cidades do RS voltam a ficar alagadas. O rio Caí superou a cota de inundação em quatro metros, fazendo com que pelo menos 400 moradores da cidade de São Sebastião do Caí fossem obrigados a sair de novo de suas casas. Desde o ano passado, a cidade já sofreu com 12 enchentes, as duas últimas ocorreram após as chuvas de maio. As aulas da rede municipal foram canceladas e estradas que dão acesso ao município foram cortadas. Segundo a Defesa Civil gaúcha, 19 municípios reportaram danos causados por alagamentos, inundações e deslizamentos de terra durante o último fim de semana. A região norte do Rio Grande do Sul deve ter mais chuvas fortes até a quinta-feira.

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