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23/09/2002 - 19h20

Tucanos acreditam que Alckmin disputará 2o turno com Genoino

Por Marcia Detoni, especial para a Reuters

SÃO PAULO (Reuters) - Os assessores do governador Geraldo Alckmin (PSDB) e do petista José Genoino já estão trabalhando com a possibilidade de os dois candidatos disputarem o segundo turno das eleições para governo de São Paulo depois da queda acentuada de Paulo Maluf (PPB) nas pesquisas de opinião.

"Temos informações de que o Ibope estará divulgando uma nova pesquisa que mostra Genoino na frente de Maluf e Alckmin com mais de 35 por cento das intenções de voto. Estamos esperando disputar o segundo turno com Genoino", disse a assessoria do governador, cuja coligação conta com o PFL e o PSD.

De acordo com pesquisa realizada pelo instituto Datafolha no dia 20 de setembro e divulgada nesta segunda-feira, Alckmin -- que busca a reeleição -- tem 31 por cento das intenções de voto, contra 29 por cento de Maluf e 22 por cento de Genoino.

Alckmin e Maluf estão tecnicamente empatados, mas, enquanto o tucano e o petista sobem nas pesquisas, o candidato do PPB faz o caminho contrário. Em agosto, Maluf liderava a disputa com 40 por cento das intenções de voto, seguido por Alckmin, com 24 por cento, e Genoino, com 10 por cento.

"Sabemos que vamos chegar ao segundo turno", disse Genoino, da coligação liderada pelo PT, nesta segunda-feira, ao comentar o crescimento de sua candidatura nas pesquisas.

Segundo ele, os números do Datafolha mostram que a estratégia de oferecer uma alternativa de mudança para São Paulo está dando certo.

Os analistas dizem, no entanto, que ainda é cedo para apostar numa derrocada malufista. Eles lembram que o eleitorado cativo de Maluf -- cuja coligação inclui o PL e dois partidos nanicos -- gira em torno de 25 por cento dos votos, o que pode lhe garantir uma vaga no segundo turno.

DISCURSO MALUFISTA PERDE FORÇA

Na opinião do cientista político da PUC-SP, Francisco Fonseca, a queda do candidato do PPB nas pesquisas se deve ao esgotamento do discurso malufista, centrado na segurança pública.

"Todos os outros candidatos estão falando sobre segurança, e Maluf perdeu a bandeira de que só ele tinha projetos nessa área", afirma Fonseca.

O analista Cristopher Garman, da empresa de consultoria Tendências, acrescenta que Maluf também sofreu um forte desgaste quando os adversários começaram a expor, no horário eleitoral gratuito, denúncias de corrupção contra o pepebista e o apoio que ele deu, no passado, ao ex-prefeito e ex-malufista Celso Pitta, também acusado de irregularidades administrativas.

"Maluf vinha liderando as pesquisas antes do horário eleitoral porque era o político de oposição a Alckmin mais conhecido", diz Garman. "Mas os eleitores que rejeitam Alckmin migraram para Genoino, visto como uma alternativa ao atual governo."

Em nota divulgada nesta segunda-feira, o candidato do PPB disse que a principal razão de sua queda na pesquisa do Datafolha foram "os ataques maciços que recebeu de seu principal adversário, Geraldo Alckmin, nas duas últimas semanas no horário eleitoral gratuito".

O candidato ressaltou que, em todas as pesquisas divulgadas nos últimos dias, ele aparece dentro da margem de erro de cada instituto na luta pelo primeiro lugar.

Maluf disse ainda que chegará na frente no primeiro turno sem mudar sua estratégia eleitoral. "Se Genoino subir, será em cima do Geraldo Alckmin", afirmou.

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