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10/04/2003 - 15h37

Colaboradores próximos ajudaram Saddam a manter poder

DUBAI (Reuters) - Saddam Hussein perdeu o poder no Iraque mas as forças norte-americanas que o derrubaram desconhecem seu paradeiro.

A seguir, um breve resumo do histórico do presidente iraquiano e de seu círculo mais próximo que o ajudou a manter o regime com mão-de-ferro até este mês, quando os iraquianos destruíram os símbolos do poder e saquearam as casas dos homens de confiança de Saddam.

SADDAM HUSSEIN

Governante do Iraque desde 1979 e homem forte do país por dez anos antes de tomar o poder, Saddam governou por meio de uma rede de conexões com clãs e membros da família. Nascido em uma família de agricultores perto de Tikrit, chegou ao poder na época do fervor nacionalista árabe e governou pelo partido Baath. Em 1980 invadiu o Irã, país vizinho e revolucionário xiita, iniciando uma guerra de oito anos que tornou-se a mais longa e mais sangrenta da história moderna do Oriente Médio. Em 1990, invadiu o Kuweit. Uma coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos expulsou as tropas de Saddam do emirado em 1991, mas o ditador sobreviveu à guerra, bem como às revoltas de muçulmanos xiitas e de curdos que se seguiram. Mais de uma década depois, as forças norte-americanas o tiraram do poder. Segundo a biografia oficial, Saddam nasceu no dia 28 de abril de 1937.

QUSAY SADDAM HUSSEIN

Segundo filho de Saddam, tinha um papel fundamental no plano de guerra do Iraque -- defender a capital Bagdá e a base de poder do governo em Tikrit, 175 quilômetros ao norte. Nascido em 1966, Qusay era normalmente mais reservado que seu irmão mais velho, Uday, mas sua influência cresceu depois da Guerra do Golfo de 1991. Controlava as Guardas Republicanas de elite, os serviços de inteligência e uma força especial de segurança para o próprio Saddam, o que o tornava o segundo homem mais poderoso do país.

UDAY SADDAM HUSSEIN

Filho mais velho de Saddam e provável herdeiro até ser ferido a tiros em 1996, quando sua autoridade no círculo mais próximo passou a ser questionada. Inconstante, com fama de violento e uma queda por roupas chamativas e carros velozes, Uday foi gravemente ferido no ataque. Sua influência ia além de seus modestos títulos oficiais -- presidente do Comitê Olímpico Iraquiano e da Associação Iraquiana de Futebol. Uday, de 39 anos, também era dono do jornal mais influente do Iraque, o Babel, e administrava a popular rede de televisão Shebab.

ALI HASSAN AL-MAJID

Conhecido pelos inimigos como "Ali Químico", o temido primo de Saddam ganhou o apelido nos anos 1980, quando o Iraque usou armas químicas contra a minoria curda no norte do país. Grupos de direitos humanos o acusaram de genocídio e crimes de guerra. Ex-motociclista mensageiro do exército e com idade estimada em sessenta e poucos anos, Ali Hassan foi o governador militar do Kuwait depois da invasão pelo Iraque. Como ministro do Interior depois da Guerra do Golfo de 1991, esmagou a revolta xiita ao sul do país. Como parte de seu plano de guerra, Saddam o nomeara comandante militar do sul do Iraque. As forças norte-americanas e britânicas afirmam que ele pode ter morrido em um ataque a bomba em Basra.

TAREQ AZIZ

Católico não ligado ao clã muçulmano sunita de Saddam, este ex-jornalista de cabelos grisalhos e apreciador de charutos tornou-se o maior defensor do ditador iraquiano. Teve um papel diplomático de destaque antes da Guerra do Golfo de 1991 e continuou sendo um porta-voz leal e eloquente. Nascido na cidade de Mosul, ao norte, em 1936, suas origens humildes não condiziam com a imagem mundana e urbana que passou a ter. Seu pai era garçom.

IZZAT IBRAHIM

Braço direito de Saddam e um dos mais ferrenhos defensores do regime. Sobreviveu a uma doença grave e a uma tentativa de assassinato. Nascido em 1942 perto de Tikrit, seu pai era vendedor de gelo. Tornou-se vice-presidente do Conselho do Comando Revolucionário. Sua filha foi casada por pouco tempo com Uday. Saddam o havia colocado no comando do norte do Iraque de acordo com os planos de guerra.

TAHA YASSIN RAMADAN

Vice-presidente do Iraque, era um dos mais perspicazes integrante do círculo mais próximo de Saddam. Ele, Izzat Ibrahim e o próprio Saddam são os únicos ainda vivos a terem idealizado o golpe de 1968 do partido Baath. Um homem que raramente media suas palavras, Ramadan nasceu em uma família de agricultores na região de Mosul, na década de 40. Exilados o acusam de crimes contra a humanidade pelo seu papel no norte nos anos 1980 e contra a revolta xiita depois da Guerra do Golfo de 1991.

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