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13/04/2003 - 22h58

Após adiamento de visita de Bush, Canadá nega desgaste com EUA

OTTAWA (Reuters) - O Canadá confirmou no domingo o adiamento da visita que o presidente norte-americano, George W. Bush, faria a Otawwa, mas negou que a decisão revele tensões entre os dois países devido a campanha militar liderada pelos Estados Unidos no Iraque.

O primeiro-ministro canadense Jean Chretien, que por várias vezes criticou a política de Bush para o Iraque, anunciou durante visita a República Dominicana o adiamento da visita do presidente dos EUA, que estava marcada para 5 de maio.

"Ele confirmou que nossas duas administrações concordaram em adiar a visita do presidente Bush", disse a porta-voz de Chretien, Frederique Tsai. Ele disse que assessores estão buscando uma nova data para o encontro, durante o outono. "Não é por causa do que se chama de tensão. É por causa da guerra que está em curso".

O ministro das Relações Exteriores canadense, Bill Graham, que não sabia do adiamento até que fosse informado por um repórter, disse que Ottawa já havia deixado claro que a viagem deveria ser adiada "dada a situação de tensão que estamos vivendo".

"Gostaríamos que acontecesse, mas deve se levar em conta o que se passa com o presidente e sua agenda, e o que está acontecendo no mundo neste momento", disse Graham durante visita a Vancouver.

Em Washington, a Casa Branca divulgou comunicado dizendo que os governos de Estados Unidos e Canadá haviam decidido, após consultas, o adiamento da visita de Bush.

"O adiamento acontece em razão das obrigações recentes do presidente a ajudar o povo do Iraque a construir uma nação livre e em paz", citava o comunicado. O liberal Chretien nunca apresentou ideologias muito próximas do conservador Bush. Mas as relações amargaram ainda mais no ano passado, quando a porta-voz chefe do premiê canadense chamou Bush de bobo em uma conversa que ela imaginava ser particular.

O embaixador dos EUA no Canadá, Paul Celluci, manifestou posteriormente o desapontamento do país sobre a negativa do Canadá em se aliar a campanha norte-americana no Iraque, além do fato de Chretien não ter repreendido o ministro de Recurso Naturais, Herb Dhaliwal, que havia afirmado que o presidente Bush não agia como um estadista.

Na quarta-feira, Cellucci disse que achava "incompreensível" que navios canadenses que patrulham o Golfo Pérsico tivessem recomendações para não entregar automaticamente às autoridades dos EUA os soldados iraquianos ou membros do governo deposto que tentem escapar.

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