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08/06/2003 - 14h19

Powell e Rice defendem relatórios dos EUA sobre Iraque

WASHINGTON (Reuters) - Autoridades de alto escalão do governo Bush rejeitaram no domingo as acusações de que teriam exagerado nas ameaças representadas pelas supostas armas do Iraque, descrevendo as críticas de "ultrajantes" e resultado de "história revisionista".

Aparecendo em programas matutinos de notícias, o secretário de Estado Colin Powell e a conselheira de segurança nacional Condoleezza Rice disseram ter havido amplo consenso da comunidade de segurança de que o Iraque possuía armas de destruição em massa, e eles acreditam que as informações foram examinadas.

"Não temos nenhuma dúvida de que nos últimos anos, eles conservaram tais armas ou conservaram a capacidade de iniciar a produção de tais armas", disse Powell no programa Late Edition, da CNN.

"Nós também sabemos que eles são mestres em fraude e mestres em esconder tais coisas, por isso é preciso um pouco de paciência", disse.

Powell descreveu como "realmente ultrajante da parte de alguns críticos dizer que tudo isso foi inventado".

As preocupações vêm aumentando no mundo todo porque o arsenal de armas de destruição em massa descrito pelo governo dos Estados Unidos ainda não foi encontrado nas semanas após a guerra que derrubou o ex-presidente iraquiano Saddam Hussein.

Críticos que questionam se o governo norte-americano usou informações errôneas ou manipuladas como base para a guerra apontaram para um relatório da Agência de Inteligência de Defesa, de setembro de 2002, revelado na semana passada, que dizia que a agência não tinha "informações confiáveis" o bastante sobre as supostas armas químicas do Iraque.

"IMPRESSÃO ERRADA"

Powell e Rice disseram que a declaração foi tirada do contexto, dando uma impressão errada do relatório.

Uma frase "falava sobre não ter prova de atuais instalações e estoques. A próxima sentença diz que havia informações de que armas (químicas) foram dispersas em unidades", disse Powell no Fox News Sunday.

Rice, no programa This Week, da rede ABC, disse que uma estimativa de uma agência de segurança nacional em outubro dizia que o Iraque provavelmente teria de 100 a 500 toneladas de agentes químicos.

Rice disse várias vezes que os críticos estavam usando "história revisionista" para questionar se o Iraque tinha armas que ameaçavam os EUA.

Powell também defendeu as acusações americanas de que dois laboratórios móveis eram usados para agentes biológicos, dizendo na Fox que "minha melhor justificativa" para isso era que "se eles não fossem laboratórios biológicos, posso garantir a vocês, na manhã seguinte os iraquianos os teriam apresentado" para os inspetores de armas da Organização das Nações Unidas (ONU) e para a imprensa internacional.

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