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08/02/2006 - 19h07

Ação militar contra Irã nuclear não é inevitável, diz Londres

Por Madeline Chambers

LONDRES (Reuters) - A ação militar contra o Irã não é inevitável, mesmo que fique comprovado que a República Islâmica detém a tecnologia de armas nucleares, disse na quarta-feira o chanceler britânico, Jack Straw.

Pressionado por uma comissão parlamentar, ele repetiu que a ação militar não está na agenda e insistiu no caminho diplomático. "Não acredito que, mesmo que o Irã estivesse em posição (de ter armas nucleares(, não houvesse algo que a comunidade internacional pudesse fazer antes de uma ação militar", declarou.

Ele traçou uma comparação com a misteriosa Coréia do Norte, também acusada pelo Ocidente de possuir um arsenal atômico. "Há um processo sobre o qual estou relativamente confiante que leve a uma resolução por meios não-militares", disse Straw.

No sábado, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) decidiu remeter o caso do Irã ao Conselho de Segurança da ONU, que pode impor sanções ao país.

Straw não quis dizer o que o Conselho de Segurança deve fazer, mas afirmou que nenhuma decisão será tomada antes de um relatório da AIEA previsto para março.

Embora o Ocidente alimente profundas suspeitas em relação ao programa nuclear iraniano, não há provas de que ele tenha fins militares. O Irã nega qualquer intenção militar e alega que o programa atômico é voltado exclusivamente para energia com fins civis.

"Estou consciente do fato, não menos por causa da experiência com o Iraque, de que devemos ser bastante precisos sobre o que estamos dizendo", afirmou Straw.

Antes de invadirem o Iraque, em 2003, Grã-Bretanha e Estados Unidos acusavam o regime de Saddam Hussein de possuir armas de destruição em massa, algo que nunca foi comprovado e despertou amplas dúvidas sobre as verdadeiras motivações da guerra.

Segundo o chanceler britânico, "é sempre possível que haja discordâncias no Conselho de Segurança, mas acho que serão improváveis". Ele argumentou que Rússia e China não teriam aprovado a resolução da AIEA se pretendessem exercer o seu poder de veto no Conselho de Segurança.

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