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12/02/2006 - 18h39

Blair promete manter pressão por ajuda à África

Por Andrew Quinn

JOHANESBURGO (Reuters) - O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, prometeu no domingo que vai manter a pressão pelo apoio internacional à África, afirmando que o mundo rico ainda precisa cumprir suas promessas de contribuir com ajuda, comércio e manutenção de paz.

Blair disse ter ficado animado com iniciativas como o acordo do Grupo dos Oito (G8, formado pelos sete países mais ricos do mundo mais a Rússia) no ano passado, no sentido de dobrar a ajuda à África, para 50 bilhões de dólares, em cinco anos e cancelar mais 40 bilhões de dólares em dívidas dos países pobres.

"Fizemos um avanço no ano passado com acordos sobre alívio da dívida, ajuda e o compromisso de combater doenças fatais como AIDS, malária e tuberculose", disse Blair a jornalistas, depois de uma reunião de líderes de governos de centro-esquerda.

Blair rejeitou as críticas de que a África foi retirada da agenda global com a saída da Grã-Bretanha da presidência do G8, argumentando que muita coisa aconteceu nos bastidores: "Ninguém tem qualquer dúvida de que (...) quando se assume um compromisso, o cumprimento se torna o desafio. Temos que fazer esse compromisso se tornar realidade."

O presidente da África do Sul, Thabo Mbeki, disse a jornalistas na mesma entrevista coletiva que os líderes africanos, sob os auspícios de sua nova plataforma de recuperação econômica, estão desenvolvendo um programa de ação para monitorar o cumprimento das promessas do G8.

Numa entrevista concedida antes ao programa de televisão da África do Sul "Carte Blanche", Blair disse que é preciso fazer mais, particularmente na reforma do comércio mundial, para melhorar a situação do continente mais pobre do mundo, que enfrenta a instabilidade política, conflitos violentos e a epidemia de HIV/AIDS.

CUMPRIR PROMESSAS

"É preciso garantir que as promessas feitas sejam promessas realmente cumpridas. Mas penso que existe uma energia na agenda referente à África que não existia há alguns anos", disse Blair.

Blair transformou a África num dos pontos centrais de sua política externa e estabeleceu a Comissão para a África, para desenvolver estratégias que propiciem mudanças.

Afirmou que aumentar a ajuda é importante, mas que reformar as regras do comércio, particularmente os subsídios dos países ricos à agricultura interna, em conversações na Organização Mundial do Comércio, pode fazer muito no sentido de melhorar as condições de vida na África.

"É difícil, mas acho que chegaremos a um acordo sobre uma data para eliminar gradualmente os subsídios agrícolas", disse Blair. Outras reformas, entre elas derrubar as barreiras comerciais internas da África, também podem ajudar, acrescentou.

Blair se disse otimista sobre a governabilidade na África, apesar de recuos como o escândalo de corrupção no Quênia e as alegações de desrespeito aos direitos humanos na Etiópia, que até recentemente era um dos governos africanos preferidos por Londres.

"Acho que, olhando-se o cenário geral, acho que a África ... caminha na direção certa."

Blair repetiu que a Grã-Bretanha está a caminho de atingir a meta de reservar 0,7 por cento de seu Produto Interno Bruto para ajudar os países pobres, e que outras iniciativas, como o plano de dar acesso quase universal ao tratamento do HIV/AIDS, também estão progredindo.

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