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17/02/2006 - 18h40

EUA estão atrás da Al Qaeda na guerra ideológica, diz Rumsfeld

Por Daniel Trotta

NOVA YORK (Reuters) - Os Estados Unidos ficaram perigosamente para trás da Al Qaeda e de outros inimigos na guerra ideológica travada pelos meios de comunicação, e por isso o país precisa rever seus ultrapassados métodos, disse na sexta-feira o secretário de Defesa, Donald Rumsfeld.

A modernização é crucial para conquistar corações e mentes de muçulmanos em todo o mundo, hoje bombardeados por imagens negativas do Ocidente, disse Rumsfeld ao Conselho de Relações Exteriores.

As armas de hoje, segundo ele, incluem o email, mensagens instantâneas, câmeras digitais e blogs. "Nossos inimigos estão habilmente adaptados a travarem guerras na era da mídia de hoje em dia, mas nosso país não se adaptou", afirmou Rumsfeld.

"Na maior parte das vezes, o governo dos EUA ainda funciona como uma loja armarinhos num mundo do [site de leilões eletrônicos] eBay," afirmou ele,

Ele defendeu que militares aprendam a antecipar as notícias e reagir mais rapidamente a elas, e que os oficiais encarregados de contato com a mídia sejam promovidos por suas boas intervenções.

De acordo com Rumsfeld, a máquina de propaganda do Pentágono se restringe aos horários comerciais, embora enfrente desafios 24 horas por dia, sete dias por semana. Para o secretário, isso é uma "perigosa deficiência".

Ele lamentou que a ampla cobertura da imprensa sobre os abusos norte-americanos na prisão de Abu Ghraib tenha ofuscado a descoberta de "valas comuns de Saddam Hussein".

Com o surgimento de TVs por satélite e outros meios que não estão sob o controle dos Estados árabes, ele disse que "enquanto a Al Qaeda e outros movimentos extremistas utilizam esse fórum há anos, nós do governo mal começamos a competir para atingir seu público".

Rumsfeld também citou a metódica resposta dos EUA a uma reportagem que acusava interrogadores da base naval de Guantánamo, onde há vários supostos militantes islâmicos detidos, de profanarem o Alcorão, inclusive-o jogando pela privada.

Após confrontos que mataram 16 pessoas, a Newsweek se retratou da reportagem. "Foi divulgado em sites, mandado por emails, repetido nas TVs por satélite e nas rádios durante dias, antes que os fatos pudessem ser descobertos", afirmou Rumsfeld.

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