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21/02/2006 - 14h20

Líderes judaicos pedem que Ahmadinejad seja banido da Europa

PARIS (Reuters) - Líderes da comunidade judaica da Europa querem que o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, seja proibido de colocar os pés no continente devido a declarações em que negou a existência do Holocausto e pediu a destruição de Israel.

O Congresso Judaico Europeu (EJC), reunido neste final de semana em Viena, aprovou a realização de um pedido formal junto ao Parlamento Europeu a fim de que os países-membros da União Européia (UE) declarem o dirigente iraniano "persona non grata", afirmou o grupo em um comunicado na terça-feira.

"Mais de 60 anos depois da Shoah, o presidente iraniano não pode colocar os pés no continente onde, segundo ele, o Holocausto não aconteceu", afirmou Pierre Besnainou, presidente do EJC.

Segundo Besnainou, as várias declarações de Ahmadinejad questionando ou rechaçando o Holocausto violavam as leis de alguns países europeus, nos quais é crime negar que 6 milhões de judeus foram mortos pela Alemanha nazista durante a Segunda Guerra Mundial.

O ministro das Relações Exteriores iraniano, Manouchehr Mottaki, negou na segunda-feira que o governo do país deseje ver Israel ser "riscado do mapa".

"Ninguém quer retirar um país do mapa. A Europa não compreendeu o que o nosso presidente disse", afirmou Mottaki em uma entrevista coletiva concedida em Bruxelas.

"Como alguém conseguiria retirar um país do mapa? Ele está falando sobre o regime. Não reconhecemos a legalidade desse regime", afirmou.

Mottaki também confirmou que o Holocausto ocorreu, dizendo à comissão de assuntos exteriores do Parlamento Europeu: "Nossos amigos na Europa salientam que esse crime ocorreu e eles divulgaram certas cifras que ocorreram realmente. Não temos o que discutir sobre isso. O que estamos dizendo é: ao corrigir tal acontecimento horrível, por que cabe aos muçulmanos pagar o preço?".

O EJC também pediu à UE que não negocie com o Hamas, grupo que venceu as eleições parlamentares nos territórios palestinos, até que ele "reconheça Israel e abandone o terrorismo como política".

O órgão é formado por líderes de organizações nacionais judaicas vindos de 40 países e que representam cerca de 2,5 milhões de judeus em toda a Europa.

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