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01/03/2006 - 20h38

Kadima cai e Likud avança nas pesquisas em Israel

Por Allyn Fisher-Ilan

JERUSALÉM (Reuters) - O apoio ao partido Kadima, do primeiro-ministro interino Ehud Olmert, caiu a seu menor nível em vários meses, segundo pesquisa publicada na quarta-feira pelo site do jornal Haaretz.

O partido centrista, que em janeiro tinha condições de eleger 44 dos 120 deputados, agora elegeria apenas 37, dois a menos que na semana passada. O direitista Likud e o esquerdista Partido Trabalhista permanecem bem atrás.

A pesquisa, realizada pelo jornal em conjunto com o Canal 10 da TV local, mostrou que os trabalhistas continuam com os mesmos 19 deputados que elegeriam na semana passada, enquanto o Likud salta de 14 para 15.

A eleição está marcada para 28 de março.

O Haaretz sugere que a pesquisa, realizada na terça-feira, foi influenciada pelas notícias sobre um negócio imobiliário de Olmert, a respeito do qual o controlador-geral do Estado declarou na quarta-feira que não há irregularidade.

O Kadima foi fundado por Ariel Sharon, que em novembro deixou o Likud para ter mais liberdade nas negociações de paz e aproveitar a popularidade da desocupação da Faixa de Gaza.

Olmert assumiu o governo e também a liderança do partido depois que Sharon sofreu um grave derrame e entrou em coma, em 4 de fevereiro. Ele conseguiu herdar grande parte da popularidade do ex-general.

Esta é a pior pesquisa para o Kadima desde novembro, quando os primeiros levantamentos indicavam que o partido elegeria 33 deputados, cifra que subiu constantemente durante semanas, atingindo seu auge depois da doença de Sharon, quando o partido era favorito para obter 40 vagas.

Kamil Fuchs, professor israelense que supervisionou a pesquisa, disse na TV que "o Kadima está mole nas bordas", ou seja, tem um grande contingente de eleitores que podem mudar de opinião.

O Likud se recupera de seu pior momento, há algumas semanas, quando tinha condições de eleger apenas 12 deputados. Atualmente, o partido tem 40. A mudança pode ser uma reação do eleitorado israelense conservador à vitória do grupo militante Hamas nas eleições palestinas de janeiro.

O ex-primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, líder do Likud e adversário da desocupação de Gaza, disse esperar que a intenção de voto do partido aumente graças à decisão, tomada na quarta-feira, de que todos os membros possam escolher a lista partidária, ao invés de uma pequena cúpula.

"Estamos na hora da virada", disse Netanyahu. "Voltem para casa, só um Likud forte pode garantir um Israel forte", disse ele, num apelo aos militantes que acompanharam Sharon na troca de partido.

Em um comício, Olmert, abatido, queixou-se da "brutal campanha de difamação" que diz sofrer, em referência às reportagens que levantavam a suspeita de que ele vendeu sua casa, num bairro sofisticado de Jerusalém, por um valor acima do de mercado.

Olmert agradeceu ao controlador-geral Micha Lindenstrauss pela rápida investigação que o isentou de qualquer irregularidade. O controlador disse na quarta-feira que o negócio de 2,7 milhões de dólares, fechado no ano passado, envolveu valores normais.

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