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03/03/2006 - 14h13

General dos EUA não descarta chance de guerra civil no Iraque

WASHINGTON (Reuters) - O principal comandante das forças norte-americanas no Iraque disse na sexta-feira que a crise de violência sectária detonada pelo atentado da semana passada contra um importante santuário xiita havia sido superada, mas recusou-se a descartar a possibilidade de uma guerra civil no país.

O general George Casey, em declarações dadas a repórteres no Pentágono através de uma videoconferência a partir do Iraque, também disse não ter feito nenhuma recomendação ainda sobre o tamanho futuro do contingente norte-americano no país árabe.

Tal recomendação deve ser feita em breve, afirmou.

"A violência está fora de controle? Claramente, não. Parece, agora, que a crise passou", disse Casey.

"Mas todos deveríamos saber que os iraquianos continuam sob a ameaça de ataques terroristas realizados por pessoas que não vão parar diante de nada em seus esforços para minar a formação de um governo constitucionalmente eleito, um governo de unidade nacional, um governo que represente todos os iraquianos".

A violência sectária explodiu depois do atentado de 22 de fevereiro contra a Mesquita Dourada de Samarra, um dos quatro locais xiitas mais sagrados do Iraque. Questionado sobre se o país estava perto de uma guerra civil ou se poderia ser tragado por um conflito do tipo, o militar respondeu: "Tudo pode acontecer".

"Mas eu acho que, enquanto as forças de coalizão continuarem aqui, a postos, trabalhando com as forças de segurança iraquianas, a grande maioria do povo iraquiano continuará comprometida com a formação de um governo de unidade nacional", afirmou.

"Acho que as chances de isso acontecer são boas".

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