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12/03/2006 - 15h29

Colombianos votam para o Congresso, apesar de violência

Por Hugh Bronstein

BOGOTÁ (Reuters) - Os colombianos foram às urnas neste domingo, apesar do temor em relação à violência rebelde, para eleger o Congresso que vai decidir sobre o acordo de livre comércio com os Estados Unidos e outras medidas defendidas pelo presidente Alvaro Uribe.

Popular por reduzir o crime como parte da sua estratégia de repressão às guerrilhas de esquerda, Uribe espera ser reeleito em maio e seguir com a sua política militar dura, apoiada por Washington.

Ele fez um apelo para que os colombianos votem, apesar da onda recente de ataques rebeldes com objetivo de amedrontar os eleitores. Segundo Uribe, ainda há muito a fazer em relação à segurança e à economia.

O acordo de livre comércio com os norte-americanos é visto por economistas como chave para a competitividade futura da Colômbia. Wall Street cobra reformas fiscais para garantir a solvência do país a longo prazo.

As urnas fecham às 18h (horário de Brasília) e os resultados preliminares são esperados para o início da noite. A Colômbia tem ao todo cerca de 26,5 milhões de eleitores, para eleger um Congresso de 268 cadeiras, 102 senadores e 166 deputados.

Nas últimas semanas, dezenas de pessoas, a maioria civis, foram mortas pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, as Farc, que tradicionalmente intensificam os seus ataques em períodos eleitorais.

Três ônibus foram incendiados em Bogotá na quarta-feira pelas Farc, de acordo com a polícia. Segundo os policiais, não houve feridos.

Nenhum incidente havia sido registrado neste domingo nas zonas eleitorais. "As coisas estão normais. Estamos votando hoje do mesmo jeito que sempre votamos", afirmou um eleitor da capital à Reuters.

Uribe negociou um acordo de paz com os paramilitares de direita, no qual 28 mil combatentes entregaram as suas armas em troca da redução de penas.

Políticos e analistas afirmam que os paramilitares, milícias privadas que lutam contra os rebeldes desde os anos 1980, estão usando as eleições deste domingo para aumentar o seu poder no Congresso e assim evitar a extradição para os Estados Unidos por causa de tráfico de drogas.

Ao contrário dos paramilitares, a Farc recusou os termos de Uribe para uma negociação.

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