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16/03/2006 - 21h18

Lula confirma Palocci e acusa oposição de atacar vida pessoal

Por Ricardo Amaral

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou ao governo que defenda ao ministro da Fazenda, Antonio Palocci, do que considera "ataques descabidos da oposição com objetivos eleitorais".

À noite, em solenidade na Confederação Nacional da Indústria, Lula disse a jornalistas que Palocci permanece no cargo. "Fica, fica", disse lula, respondendo a um repórter que perguntara sobre a manutenção do ministro.

Lula não quer demitir Palocci nem quer que ele se demita, pois considera que isto seria uma capitulação do governo diante de denúncias que não foram comprovadas e dizem respeito ã vida pessoal, não à conduta administrativa do ministro da Fazenda, disseram à Reuters dois ministros da coordenação de governo.

Essas fontes ressaltaram que o presidente reprova especialmente o fato de as novas acusações envolverem a vida pessoal de Palocci, comportamento que, segundo alegam, o PT sempre evitou em relação aos adversários políticos.

"Sempre que esse tipo de acusação esteve ao nosso alcance, nós optamos por não utilizar, mas parece que estão se esquecendo disso", comentou uma das fontes.

Demissão negada

O Planalto negou oficialmente nesta quinta que o ministro esteja demissionário e decidiu enfrentar, na Justiça, a CPI dos Bingos, principal foco de ataques ao governo no Congresso.

Palocci ficou em situação delicada desde que, em entrevista publicada terça-feira pelo jornal "O Estado de S. Paulo", o caseiro Francenildo Santos Costa afirmou tê-lo visto participar de festas com ex-assessores, num local que o ministro negava ter frequentado.

Numa ação combinada com o PT, Lula abriu várias frentes de defesa de Palocci. Os líderes do partido na Câmara, Henrique Fontana (RS), no Senado, Ideli Salvatti (PR), o presidente do PT, Ricardo Berzoini, e o líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante (SP), deram declarações quase simultâneas em apoio a Palocci.

Ação e reação

O governo comemorou a decisão do ministro Cezar Peluso, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu o depoimento de Francenildo e abriu caminho para uma contestação mais ampla das iniciativas da CPI dos Bingos, conhecida como "CPI do Fim do Mundo".

"A decisão do Supremo será fundamental para a garantia do Estado de Direito", disse o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos.

"Foi uma reação à altura da ação dos adversários do governo na CPI", acrescentou um ministro petista que acompanhou as articulações em defesa de Palocci.

A cúpula do governo relaciona a retomada das acusações contra Palocci à confirmação, pela pesquisa Ibope divulgada ontem, de que o presidente Lula retomou os índices de aprovação e a preferência nas intenções de voto para outubro.

"Não vamos cair nas provocações nem perder o eixo político, que é a retomada do desempenho da economia e da administração", disse uma das fontes.



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