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19/03/2006 - 22h48

Resultado parcial aponta vitória de Garotinho no PMDB

Por Áureo Germano

BRASÍLIA (Reuters) - Em meio a incertezas sobre a validade da consulta realizada pelo PMDB às bases do partido neste domingo para a escolha do candidato da legenda à Presidência da República, o ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho estava na frente da apuração.

Segundo dados preliminares passados pelas assessorias dos dois pré-candidatos, Garotinho tinha menos votos que o governador licenciado do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto, entre os cerca de 23 mil militantes aptos a participar da consulta neste domingo.

Mas o ex-governador do Rio vencia a disputa devido à fórmula que pondera os votos dos diretórios neste domingo com os votos obtidos por peemedebistas eleitos nas eleições gerais de 2002.

Ao todo, até pouco antes das 22h, Garotinho tinha 4.910 votos contra 7.574 de Rigotto. Mas feita a ponderação, o ex-governador do Rio liderava com 49,36 por cento ante 38,25 por cento de Rigotto.

Garotinho não deu entrevista ao chegar à presidência do partido, em Brasília, nesta noite, mas comentou rapidamente que "quem ganha é o PMDB".

IMPASSE

Inicialmente previstas para funcionar como prévias formais do partido, o encontro dos diretórios neste domingo se transformou em uma consulta informal devido à batalha jurídica travada entre os defensores da candidatura própria do PMDB à Presidência e a chamada ala governista do partido.

Nesta noite, o presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Edson Vidigal, manteve mais uma vez sua decisão de suspender as prévias.

Para o presidente do PMDB, deputado Michel Temer (SP), a questão jurídica não impediria o peso político da consulta.

"Este movimento que está sendo feito em todo o Brasil e o comparecimento maciço vão ter uma repercussão política extraordinária" disse à tarde Temer, em São Paulo.

Na capital paulista, as críticas aos governistas se transformaram em um abaixo-assinado preparado por membros do diretório estadual que pede a saída do presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), do ex-presidente José Sarney (AP) e do líder do partido no Senado, Ney Suassuna (PB).

Os três estão à frente das movimentações para impedir que o partido lance candidato próprio, deixando aberto o caminho para um futuro apoio, formal ou não, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deverá tentar a reeleição.

Para Rigotto, as tentativas de inviabilizar as prévias são ações dos que estão preocupados "com espaços e com cargos e não têm votos no partido e tentam atropelar a base com jogadas no tapetão".

O senador gaúcho Pedro Simon foi ainda mais duro. "São traidores, estão fazendo o jogo do PT."

PESQUISAS

Provável vencedor do dia, Garotinho iniciou sua carreira política no PT, passando por PDT e PSB antes de ingressar no PMDB em 2003.

Nas últimas eleições presidenciais, chegou em terceiro lugar no primeiro turno, pelo pequeno PSB, tendo mais de 15milhões e votos.

Seu desempenho naquela eleição lhe garantiu um melhor desempenho nas pesquisas quando comparado com Rigotto. Na última, divulgada pelo Datafolha neste fim de semana, o ex-governador aparecia com 12 por cento das intenções de voto, contra apenas 2 por cento do gaúcho.

(Reportagem adicional de Marcos de Moura e Souza e Sinara Sandri, especial para a Reuters)

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