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11/05/2006 - 16h56

Amorim diz que Brasil "estranhou" declarações de Morales

Por Inaê Riveras

VIENA (Reuters) - O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou nesta quinta-feira que o governo brasileiro "estranhou profundamente" as declarações do presidente da Bolívia, Evo Morales, sobre a atuação da Petrobras no país vizinho.

Mais cedo, Morales havia dito que a subidiária da estatal brasileira na Bolívia tinha contratos ilegais e inconstitucionais. O governo boliviano decretou a nacionalização do setor de gás e petróleo em 1o de maio, atingindo ativos da Petrobras.

Os dois estão na capital austríaca para participar da Cúpula América Latina-União Européia.

"Algumas das referências feitas hoje contrastam com documentos assinados", afirmou Amorim, referindo-se ao comunicado multilateral da cúpula de Puerto Iguazú, em que Brasil, Bolívia, Argentina e Venezuela se comprometiam a aprimorar a integração regional

Ele se referiu também ao comunicado de La Paz na véspera, apontando que a Petrobras seria indenizada com fornecimento de produtos, especialmente gás, pela expropriação de seus ativos em território boliviano.

"Temos procurado atuar com moderação, mas evidentemente o governo, não só a Petrobras, não deixará de defender os interesses brasileiros legítimos", disse o ministro.

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