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12/05/2006 - 19h45

EUA prevêem que Sudão aceitará força da ONU

Por Sue Pleming

WASHINGTON (Reuters) - A secretária-assistente de Estado norte-americana para a África, Jendayi Frazer, disse na sexta-feira estar confiante que o Sudão autorizará uma força da ONU em Darfur, embora Cartum emita sinais dúbios sobre isso desde que firmou um acordo de paz com os rebeldes.

Em entrevista, Frazer também alertou ao governo sudanês que a comunidade internacional não ficará de braços cruzados caso a força da ONU não seja admitida.

O governo do Sudão e a principal força rebelde de Darfur firmaram na semana passada na Nigéria um acordo para encerrar três anos de conflitos que mataram dezenas de milhares de pessoas e obrigaram 2 milhões a deixarem suas casas.

"[O governo sudanês] tem recebido ofertas de assistência de toda a comunidade mundial, e espero que aceite tal assistência", disse Frazer, que ajudou mediadores da União Africana a selarem o acordo da semana passada em Abuja.

Desde a assinatura do acordo, porém, o governo do Sudão dá sinais contraditórios sobre sua intenção de aceitar ou não a missão da ONU. A União Européia disse na sexta-feira sentir crescente resistência por parte de Cartum.

A comunidade internacional quer que uma força da ONU substitua os 7.000 mal-equipados soldados da União Africana atualmente em Darfur, onde, segundo os EUA, ocorre um genocídio.

Frazer não quis especular sobre a hipótese de Cartum não aceitar a nova força. "Não há necessidade de fazer planos de contingência se você espera que o governo do Sudão aceite uma operação da ONU", disse ela. "Eles assinaram o acordo de paz de Darfur e agora sabem que é necessário implementá-lo."

O presidente George W. Bush telefonou para seu homólogo sudanês, Omar Hassan Al Bashir, pressionando-o a abandonar sua antiga resistência à força da ONU.

Frazer previu que o Sudão anunciará uma decisão após a reunião de chanceleres africanos na segunda-feira na Etiópia. Segundo ela, o Sudão sofre pressão dos seus vizinhos e também na Liga Árabe.

"Não estou nada nervosa. Sei que a comunidade internacional não ficará de braços cruzados nem permitirá que essa violência continue."

Segundo Frazer, a assistência norte-americana se dará mais no planejamento, na logística, na inteligência e nas comunicações, provavelmente sem o envio de tropas. "Acho que ninguém quer [soldados norte-americanos em funções de combate]", disse ela.

Dois pequenos grupos rebeldes de Darfur não assinaram o acordo, mas Frazer disse estar confiante de que isso ocorrerá em breve.

A violência de Darfur transbordou para o vizinho Chade, onde a ONU também estuda a criação de uma força internacional para proteger civis e refugiados.

Mas Frazer acha que será desnecessária uma força em Chade, pois, quando a situação se resolver em Darfur, a instabilidade na área da fronteira tende a acabar, segundo ela.

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