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31/05/2006 - 16h52

Lula espera fechar pacto de Mercosul-UE antes do final do ano

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse na quarta-feira ao líder da Comissão Européia que espera firmar até o final do ano um pacto comercial entre o Mercosul e a União Européia, e pediu mais empenho para um acordo nas negociações globais de comércio.

"O Brasil segue empenhado na conclusão bem-sucedida das negociações de um acordo de associação entre Mercosul e União Européia", disse na quarta-feira Lula, que recebeu em Brasília o presidente da Comissão Européia, o português José Manuel Durão Barroso.

"Tenho certeza de que, com pragmatismo e realismo, chegaremos a um acordo ambicioso e equilibrado até o final deste ano", acrescentou Lula.

Os quatro membros do Mercosul --Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai-- discutem há cerca de uma década um acordo de livre-comércio com a União Européia, cujas negociações foram paralisadas várias vezes por desavenças, principalmente na área agrícola.

Sobre a Rodada de Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC), lançada em 2001 e que está com as negociações paradas e próximas de uma data crucial, Lula reiterou que o Brasil "está fazendo a sua parte", mas disse que "mais gastos" são necessários por parte dos países ricos para o sucesso da conclusão.

"Disse a meu amigo Durão Barroso que a reunião do G8 é possivelmente a última oportunidade de fechar acordos das linhas gerais de um pacote ambicioso e equilibrado", disse Lula.

Líderes do G8 --grupo dos países mais industrializados do mundo mais a Rússia-- se reunirão em julho na cidade russa de São Petersburgo, um encontro em que o anfitrião, Vladimir Putin, convidou Lula.

O Brasil, que lidera na OMC uma coalizão de nações em desenvolvimento que luta por uma substancial eliminação dos subsídios agrícolas por parte dos países ricos, defendeu um encontro de líderes políticos para um acordo capaz de cumprir os objetivos de impulsionar o comércio e o desenvolvimento com os quais foi lançada a rodada.

Durão Barroso disse estar de acordo com Lula sobre o fato de os ricos fazerem mais pelo êxito da Rodada de Doha, mas indicou em seguida que também são necessárias concessões dos países em desenvolvimento no acesso a seus mercados de produtos industriais e uma liberação mais agressiva do setor de serviços.

(Por Guido Nejamkis)

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