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02/06/2006 - 14h52

Dados mostram aumento na emissão de gases-estufa no mundo

Por Gerard Wynn e Alister Doyle

LONDRES/OSLO (Reuters) - O ano de 2004 registrou aumento nas emissões de gases que provocam o efeito estufa em muitos países desenvolvidos, principalmente nos Estados Unidos. O país atingiu níveis recordes depois da queda registrada nos três primeiros anos do governo George W. Bush, mostraram dados divulgados na sexta-feira.

As informações, fornecidas por 33 países à Secretaria do Clima da ONU em Bonn, Alemanha, mostraram que as emissões de dióxido de carbono, responsabilizado por cientistas pelo aquecimento global, cresceram de 14,5 bilhões de toneladas em 1990 para 15,1 bilhões em 2004.

Vários países, especialmente a Rússia, ainda não entregaram os dados referentes a 2004, por isso ainda não é possível traçar um panorama geral das emissões das nações industriais.

Mesmo assim, os dados disponíveis indicam que muitos países terão dificuldade para cumprir as metas estabelecidas pelo protocolo de Kyoto -- chegar, até 2008-12, a um nível de emissões 5,2 por cento menor que o de 1990.

As emissões dos Estados Unidos -- o maior produtor de gases-estufa, mas que não está participando do protocolo de Kyoto -- cresceram 1,7 por cento entre 2003 e 2004, atingindo o recorde de 7,07 bilhões de toneladas, superando a alta anterior, de 6,98 bilhões em 2000.

"As emissões totais dos EUA cresceram 15,8 por cento de 1990 a 2004", disse a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos nos documentos entregues à ONU.

Bush retirou o país do protocolo de Kyoto em 2001, alegando que o tratado prejudicaria o mercado de trabalho nos EUA e que era injusto porque não incluía os países em desenvolvimento nas metas para 2012.

Mas os Estados Unidos fazem parte da convenção de 1992 da ONU sobre o clima, que visa à contenção do aquecimento global.

A maioria da comunidade científica diz que as emissões estão elevando as temperaturas e podem provocar alterações climáticas catastróficas, causando ondas de calor, estiagem e o derretimento das calotas polares. Com isso o nível do mar pode subir até um metro em 2100.

Entre os participantes do protocolo de Kyoto, 17 entre 30 países industrializados estavam acima de suas metas. Os outros 13, porém, já a cumpriam com folga, ressaltando uma das críticas ao pacto, a de que ele determinou metas generosas demais para os países ex-comunistas.

A Espanha estava cerca de 48 por cento acima de seus níveis de 1990, e Portugal, Grécia, Canadá e Irlanda estavam pelo menos 20 por cento acima.

O novo governo conservador do Canadá disse no mês passado que a meta de Kyoto é "inalcançável", já que o país está 35 por cento acima do objetivo.

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