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06/06/2006 - 17h27

Presidente eleito do Peru atenua críticas a Chávez

Por Alistair Scrutton

LIMA (Reuters) - O presidente eleito do Peru, Alan García, sinalizou na terça-feira o fim de várias semanas de confrontos verbais com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que formam parte do atual quadro de divisões políticas na América Latina.

"Alguém declara guerra contra mim e eu vou declarar a paz. Não estou interessado em liderar qualquer movimento continental anti-Chávez", disse García na sua primeira entrevista coletiva desde que derrotou o candidato apoiado por Chávez, o nacionalista Ollanta Humala, no segundo turno de domingo.

Chávez, que tenta unir a esquerda latino-americana com seu discurso antiamericano, chamou García durante a campanha de "corrupto" e "ladrão".

A interferência do presidente venezuelano na campanha peruana provocou uma crise diplomática que fez os dois governos retirarem seus respectivos embaixadores.

García, que governou o Peru (1985-90) de forma desastrosa, assumiu uma postura mais moderada do que Humala, razão pela qual recebeu o apoio dos mercados no segundo turno.

"Desde que não haja mais interferências nos nossos assuntos, acho que podemos ter boas relações (com a Venezuela)", afirmou García.

A eleição do Peru opôs os dois campos políticos predominantes na América Latina -- um lado formado por aliados de Chávez, como Bolívia e Cuba, e outro comandado por uma centro-esquerda moderada, a exemplo de Brasil e Chile.

O chanceler venezuelano, Ali Rodríguez, também moderou o tom da retórica após a eleição, negando na segunda-feira que Chávez tenha ameaçado romper relações diplomáticas com Lima caso García vencesse.

O governo norte-americano saiu em defesa do Peru na crise diplomática. "A divisão que ora enfrentamos não é entre esquerda e direita, mas entre democratas e autoritários, sejam eleitos ou não", disse o subsecretário de Estado, Robert Zoellick, na segunda-feira.

Em seu primeiro encontro com a imprensa após a eleição, García salientou sua preocupação em preencher um vácuo no centro político, e que por isso seu gabinete pode excluir pessoas muito inclinadas à globalização ou à ampliação do papel do Estado na economia.

García disse que vai analisar o acordo de livre-comércio do Peru com os EUA antes de apoiar ou não sua ratificação.

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