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24/06/2006 - 20h45

Bush pressiona Congresso por mais poder para reduzir gastos

Por Jeremy Pelofsky

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, pressionou o Congresso no sábado a aumentar o seu poder de veto para refrear gastos, que explodiram durante o seu governo, atingindo 2,7 trilhões de dólares e irritando os conservadores em questões fiscais que o apóiam.

Os gastos do governo eram de cerca de 1,9 trilhão de dólares quando Bush assumiu a Presidência, em 2001, mas as despesas com as guerras do Afeganistão e Iraque, um novo plano do governo para remédios com receita médica e os projetos preferidos dos legisladores aumentaram o total.

Bush, que não vetou qualquer gasto aprovado pelo Congresso, prometeu reduzir o déficit orçamentário significativamente até 2009.

"Um veto para detalhes em separado permitiria que o presidente eliminasse gastos que são desperdiçados em um projeto, preservando o resto da lei", disse Bush em seu programa semanal de rádio.

Ele argumentou que, dos 50 governadores estaduais dos EUA, apenas sete não têm autoridade para eliminar cláusulas individuais sobre gastos em projetos de lei e que uma autoridade semelhante para o presidente encorajaria os legisladores a evitar destinar recursos a projetos de sua preferência.

"Um veto reduziria o incentivo para que o Congresso esbanje, porque quando os legisladores sabem que seus projetos serão levados ao escrutínio público, eles tendem menos a propô-los, para começo de conversa", declarou Bush.

Para os democratas, os grandes déficits orçamentários, de pelo menos 300 bilhões de dólares por ano desde 2003, é uma questão que pode ter ressonância junto aos eleitores e ajudá-los a recuperar o controle do Congresso nas eleições de novembro.

A Câmara dos Deputados, que é controlada pelos republicanos, aprovou, porém, nesta semana uma medida que, se chegar a se tornar lei, dará ao presidente poder para pedir que os legisladores eliminem gastos específicos ou medidas fiscais específicas em projetos maiores.

Bush elogiou a votação, que em grande parte dividiu os partidos dos deputados. Ele pediu que o Senado aprove um projeto semelhante que já foi apresentado. Não está claro, contudo, se esse projeto será aprovado.

"Conclamo o Senado a mostrar um compromisso independente de partidos com a disciplina fiscal, aprovando o veto, de forma que possamos trabalhar juntos para reduzir os gastos excessivos, reduzir o déficit e economizar o dinheiro do contribuinte norte-americano", disse Bush.

A medida proposta é mais fraca que uma que se tornou lei em 1996, que permitia ao presidente vetar cláusulas específicas.

Entretanto, depois que o então presidente Bill Clinton usou esse dispositivo 82 vezes, foi considerado inconstitucional e derrubado em 1998.

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