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04/07/2006 - 10h23

Excesso de velocidade pode ter descarrilado metrô na Espanha

Por Ana Perez

VALENÇA, Espanha (Reuters) - A Espanha investigava na terça-feira se a composição do metrô envolvida em um acidente que matou 41 pessoas trafegava com velocidade excessiva ao descarrilar. Mas o sindicato de condutores afirmou que falhas na manutenção do veículo podem ter provocado o desastre.

Autoridades municipais de Valença declararam três dias de luto depois do acidente de segunda-feira, o pior envolvendo um metrô da Espanha, e disseram que os investigadores desejavam saber se a caixa-preta da composição poderia determinar a velocidade dela.

Ao menos um sobrevivente contou a meios de comunicação espanhóis que o trem acelerou antes de brecar repentinamente e, em seguida, capotar.

Mas o sindicato de condutores de Valença afirmou suspeitar de falhas na manutenção do trem, e o presidente do sindicato, Fernando Soto, disse que o descarrilamento havia acontecido em um ponto no qual é perigoso ir rápido demais.

"Nenhum condutor seria louco (de correr ali)", afirmou.

Um outro sobrevivente contou que passageiros desesperados começaram a gritar "um ataque, um ataque", lembrando os atentados a bomba realizados por extremistas islâmicos em trens de Madri, em 2004, que mataram 191 pessoas. Autoridades descartaram a possibilidade de um atentado terrorista ter provocado o acidente.

O primeiro-ministro espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, interrompeu uma visita à Índia para participar dos funerais na terça-feira à noite, em Valença, cidade que se prepara para receber o papa Bento 16.

O governo da cidade disse que todos os procedimentos de segurança haviam sido adotados na linha 1 do metrô, inaugurada em 1988, e que a composição havia passado por uma vistoria no dia 27 de junho.

Equipes de resgate usaram correntes para tentar arrastar dois vagões que saíram dos trilhos em uma curva localizada pouco antes da chegada à estação Jesus.

Os sobreviventes contaram ter quebrado as janelas dos vagões para sair no túnel escuro onde havia vários mortos e feridos.

"Fechei meus olhos. Não queria ver o que estava acontecendo", afirmou Arturo Terol, de 65 anos.

Duas pessoas estavam internadas em estado grave na terça-feira, e outras 45 também se recuperavam de seus ferimentos.

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