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14/07/2006 - 11h54

ONU pede que Israel e Hizbollah poupem civis

Por Laura MacInnis

GENEBRA, Suíça (Reuters) - Tanto Israel quanto o Hizbollah precisam parar de atacar alvos civis em meio a um conflito cada vez mais intenso, disseram na sexta-feira importantes autoridades da Organização das Nações Unidas (ONU), pedindo moderação.

Jan Egeland, principal coordenador das ações de ajuda humanitária da entidade, afirmou que as forças israelenses e os militantes islâmicos no Líbano e na Faixa de Gaza mostraram pouca consideração pelas crianças e pela população no conflito que já matou dezenas de civis.

Ao mesmo tempo em que classificou a resposta israelense de "maciça e desproporcional", Egeland disse que os responsáveis pela captura de soldados de Israel e o disparo de foguetes de fabricação caseira contra o Estado judaico a partir do Líbano e da Faixa de Gaza também agiram de forma irresponsável.

"Parece que eles querem provocar uma resposta e não se importam nem um pouco que as crianças, as mulheres e os civis sofram as consequências", afirmou, em entrevista coletiva concedida em Genebra.

Cerca de 63 pessoas morreram, em sua maioria civis, e ao menos 165 ficaram feridas desde que a guerrilha Hizbollah prendeu dois soldados israelenses e matou outros oito, na quarta-feira passada, detonando o bombardeio mais intenso realizado por Israel sobre o Líbano nos últimos dez anos.

SENSO COMUM

A violência ocorreu simultaneamente à incursão militar de Israel na Faixa de Gaza, iniciada no mês passado para resgatar outro soldado israelense capturado na região e interromper o lançamento de foguetes por palestinos.

Egeland criticou Israel por destruir a infra-estrutura civil, incluindo a principal usina de força da Faixa de Gaza e o aeroporto de Beirute. Segundo ele, essas ações depositavam um fardo injustificado sobre os moradores da região.

"Essas ações violam as leis internacionais. São também uma violação ao senso comum", disse. "Supõe-se que as forças militares tenham um objetivo, não se espera que elas sejam usadas para ferir crianças e pessoas que não têm nada a ver com isso."

A alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Louise Arbour, disse em um outro comunicado que Israel tinha preocupações legítimas quanto à sua segurança, mas que não deveria atacar alvos civis e deveria evitar fazer com que as pessoas comuns sofram de forma desnecessária.

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (ICRC) conclamou o Hizbollah a tratar os dois israelenses capturados de forma humana.

O órgão, com sede na Suíça, também afirmou ser essencial que as ambulâncias e as equipes de emergência da região sejam protegidas a fim de que os feridos possam ser atendidos.

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