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20/07/2006 - 13h33

UE e papa se esforçam para abrir "corredor" de ajuda ao Líbano

Por Phil Stewart

ROMA (Reuters) - O governo da Itália e o papa Bento 16 uniram forças na quinta-feira para pedir à Europa que abra um corredor a fim de permitir o envio de ajuda humanitária ao Líbano, onde centenas de milhares de pessoas fugiram de suas casas devido aos ataques de Israel.

A proposta, segundo uma autoridade libanesa presente em uma delegação que percorre o Oriente Médio e a Europa, permitiria que os suprimentos chegassem a Beirute através do mar.

Israel também teria de concordar com a medida a fim de que as embarcações viajassem em segurança.

Segundo o ministro italiano das Relações Exteriores, Massimo D'Alema, seu país apóia a iniciativa porque é algo "concreto" que a Europa pode fazer para ajudar os libaneses.

Em Bruxelas, o comissário de operações de ajuda da União Européia (UE), Louis Michel, apoiou a proposta.

"O que parece ser necessário neste momento é abrir uma via humanitária ligando o Líbano a Chipre e permitindo o envio de um apoio consistente ao povo libanês", afirmou D'Alema a repórteres depois de se encontrar, em Roma, com o líder da bancada majoritária no Parlamento do Líbano, Saad al-Hariri.

"Acreditamos que isso pode ser uma iniciativa concreta adotada pela Europa e nosso país quer participar disso", completou.

O papa Bento 16 afirmou, em um comunicado, que os corredores de passagem eram necessários para "levar ajuda às populações que sofrem".

A UE anunciou uma ajuda de 10 milhões de euros (12,6 milhões de dólares) para os libaneses que estão fugindo dos combates.

Hariri, filho do ex-primeiro-ministro Rafik al-Hariri, assassinado em fevereiro de 2005 em um atentado a bomba realizado em Beirute, reuniu-se com o primeiro-ministro da Itália, Romano Prodi, também na quinta-feira, e com o secretário de Estado do Vaticano, Angelo Sodano, no dia anterior.

"Pedimos a criação desse corredor de ajuda humanitária", afirmou Hariri, cuja delegação viaja agora para Paris, onde deve se reunir com o presidente da França, Jacques Chirac.

"Temos cerca de meio milhão de pessoas fugindo de suas casas. E elas não enfrentam apenas a falta de moradia, mas a fome e a falta de medicamentos."

Segundo a UE, o número de refugiados pode subir para 1 milhão, se os combates não forem interrompidos. O Programa Mundial de Alimentação, ligado à Organização das Nações Unidas (ONU), disse que os libaneses encontravam dificuldade cada vez maior para conseguir comida e outros itens básicos ao se refugiar.

O estoque de alimentos cada vez menor do país e a insegurança nas estradas somavam-se ao rol de problemas enfrentados, disse a entidade.

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