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28/07/2006 - 08h43

Coréia do Norte se nega a negociar em reunião sobre segurança

Por George Nishiyama

KUALA LUMPUR (Reuters) - A Coréia do Norte rejeitou nesta sexta-feira chamados para que volte às negociações num fórum sobre segurança. Ao mesmo tempo, a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, disse que pretende voltar ao Oriente Médio, mas não revelou quando.

"Voltarei ao Oriente Médio. A questão é quando será o momento certo para eu voltar ao Oriente Médio," declarou ela na Malásia.

Membros de um grupo de seis nações que têm discutido uma solução para o impasse sobre o programa nuclear norte-coreano vêm tentando convencer Pyongyang a participar de debates multilaterais paralelos ao Fórum Regional da ASEAN, mas a Coréia do Norte deixou claro desde o princípio que não tinha interesse em participar. Pelo contrário: o país ameaçou nesta sexta-feira abandonar totalmente o Fórum Regional.

Rice foi obrigada a levar adiante um encontro com representantes de dez países para discutir a segurança no nordeste da Ásia sem a participação de Pyongyang.

Enquanto os diplomatas se reuniam num centro de convenções, do lado de fora milhares de manifestantes liderados pelo genro do primeiro-ministro da Malásia protestavam contra Israel, queimando uma bandeira dos EUA e uma imagem de Rice.

A crise no Oriente Médio tem sido o assunto dominante no fórum, a principal reunião sobre segurança na Ásia envolvendo 24 países e a União Européia.

Pelo menos 445 pessoas, a maioria civis, já morreram no Líbano, e outros 51 em Israel durante os 17 dias de conflito.

A partida de Rice da Malásia, prevista inicialmente para esta sexta-feira, foi adiada para sábado. O motivo da mudança não foi revelado, mas há sugestões de que ela teria aguardado um avanço nas negociações sobre cessar-fogo no Líbano para que possa conquistar um acordo ao voltar à região.

Rice chegou à Malásia após ter visitado no início da semana Beirute e Israel e ter negociado com diplomatas da Europa e do mundo árabe numa conferência em Roma. Ela disse ao chegar em Kuala Lumpur que estava disposta a voltar a qualquer momento ao Oriente Médio, mas que isso só faria sentido se ela tivesse condições de ajudar a promover uma paz duradoura.

Países como China e Japão tentavam convencer a Coréia do Norte a participar do diálogo no Fórum Regional. A comunidade internacional ficou irritada com a decisão norte-coreana de lançar sete mísseis de testes no dia 5 de julho, apesar de pedidos para que o exercício militar fosse cancelado. Rice disse que os disparos de mísseis foram um "ato perigoso".

A chegada inesperada do chanceler do Irã, Manouchehr Mottaki, à Malásia levou o foco das atenções ao conflito do Oriente Médio, mas também trouxe especulações de que o Irã estaria disposto a conversar sobre seu projeto nuclear.

Apesar disso, o chefe da política externa da União Européia, Javier Solana, que lidera as negociações européias sobre o programa nuclear do Irã, não deve se encontrar na Malásia com Mottaki.

Diplomatas disseram que membros do Conselho de Segurança da ONU concordaram informalmente na quinta-feira em aprovar uma resolução pedindo ao Irã que suspenda as atividades de enriquecimento de urânio e ameaçando a adoção de sanções caso o país não atenda o pedido.

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