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03/09/2006 - 09h36

Iraque diz que capturou número 2 da Al Qaeda

BAGDÁ (Reuters) - Forças dos Estados Unidos e do Iraque prenderam o segundo principal integrante da Al Qaeda no Iraque, informou neste domingo o assessor de Segurança Nacional, Mowaffak al-Rubaie.

"Posso dizer que a Al Qaeda no Iraque está severamente ferida", disse ele numa entrevista coletiva.

Ele identificou o homem como Hamed Juma Faris al-Suaidi, também conhecido como Abu Humam ou Abu Rana, e disse que ele era o vice de Abu Ayyub al-Masri, que assumiu o grupo insurgente depois que Abu Musab al-Zarqawi foi morto em um ataque aéreo dos EUA, em junho.

O Exército norte-americano afirma que a Al Qaeda é um "fomentador primário" do conflito sectário entre a minoria sunita iraquiana e a maioria xiita, que ameaça se transformar numa guerra civil, mas que o grupo teria ficado enfraquecido pelas operações que mataram ou capturaram vários de seus militantes nas últimas semanas.

Contudo, a violência continua destruindo o Iraque.

Um relatório do Pentágono divulgado na sexta-feira apontou que os ataques aumentaram 24 por cento nos últimos três meses. O número de vítimas iraquianas foi ampliado em 51 por cento, e a violência estava se propagando para o norte de Bagdá.

O anúncio da captura veio num momento em que estavam travadas as conversas entre EUA e Iraque a respeito da transferência do comando operacional das forças armadas do Iraque, com o primeiro-ministro, Nuri al-Maliki, demandando mais independência do Exército dos EUA.

Rubaie disse que o líder da Al Qaeda foi capturado alguns dias atrás mas não divulgou onde, no Iraque, ele foi encontrado.

"Ele estava escondido em um prédio habitado por famílias. Ele queria usar crianças e mulheres como escudos humanos enquanto nossas forças tentavam capturá-lo", afirmou Rubaie.

O porta-voz do Exército dos EUA major general William Caldwell disse recentemente que as operações em agosto contra a Al Qaeda, grupo responsabilizado por alguns dos piores ataques suicidas no Iraque, incluíram 140 investidas, nas quais pelo menos 17 suspeitos foram mortos e mais de 300, detidos.

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