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05/09/2006 - 14h46

Calderón é declarado presidente eleito do México

Por Catherine Bremer

CIDADE DO MÉXICO (Reuters) - O candidato governista Felipe Calderón foi o vencedor da contestada eleição presidencial mexicana do dia 2 de julho, afirmou nesta terça-feira a mais alta instância da Justiça Eleitoral do México. A decisão põe fim a uma longa batalha sobre o resultado eleitoral que mergulhou o país em crise política.

Sete juízes do tribunal votaram de forma unânime que Calderón ganhou por uma estreita margem, de cerca de 234.000 votos em um universo de 41 milhões de eleitores.

A decisão não aceita apelação. Os juízes já haviam descartado as alegações de fraude do candidato derrotado de esquerda, Andrés Manuel López Obrador.

Numa decisão preliminar, escrita por dois dos sete magistrados, informa-se que Calderón teve uma vantagem de quase 234.000 votos, ou seja, cerca de 10.000 votos a menos que a margem dada pela apuração oficial, depois da recontagem de 9 por cento das seções eleitorais e da anulação do resultado de algumas urnas.

López Obrador informou que não tem a menor intenção de desistir de contestar o resultado. Com o apoio de grupos que bloquearam a região central da Cidade do México por mais de um mês, o ex-prefeito da capital afirma que jamais reconhecerá Calderón como presidente. E prometeu criar um governo paralelo.

A vitória de Calderón é positiva para os Estados Unidos, já que ele, assim como Vicente Fox, seu antecessor, seria um forte aliado de Washington na América Latina, contrariando a onda esquerdista que predomina no continente.

Calderón, de 44 anos, que estudou em Harvard e foi ministro da Energia, também era o candidato preferido de Wall Street e do mercado financeiro mexicano. Ele pretende fazer acordos com partidos oposicionistas de centro para aprovar reformas nos setores tributário, trabalhista e de energia no Congresso, onde seu partido, o PAN, é o maior, mas ainda não tem maioria.

Mas seu primeiro desafio pode ser dispersar os protestos de rua e conquistar a confiança dos mais de 30 por cento dos mexicanos que acreditam que ele trapaceou para ganhar a eleição.

Juan Camilo Mourino, que está liderando a equipe de transição de Calderón, disse que o novo governo fará da luta contra a pobreza um tema central da administração, na tentativa de atrair a simpatia dos milhões que votaram em López Obrador.

"Não há dúvida de que o próximo governo do México terá de ter um tom fortemente social."

O impasse pós-eleição foi antecedido por uma feroz e violenta campanha eleitoral, e o episódio todo acabou dividindo o México, que há apenas seis anos comemorava eufórico a vitória do presidente Vicente Fox e o fim do domínio do PRI, que durou décadas.

López Obrador chama Fox de "traidor da democracia", alegando que ele violou as rígidas leis eleitorais mexicanas ao apoiar a campanha de Calderón e que seu partido recebeu dinheiro de empresários.

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