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03/10/2006 - 08h47

Jornalista do NYTimes conta sobre pouso forçado do Legacy

NOVA YORK (Reuters) - Um forte impacto e a frase "fomos atingidos" foram o início dos mais angustiantes 30 minutos da vida de Joe Sharkey, depois que o jato em que estava e o Boeing 737-800 da Gol aparentemente colidiram na última sexta-feira, levando à queda do Boeing no Mato Grosso e à morte de 155 pessoas a bordo dele.

Em artigo no New York Times nesta terça-feira, Sharkey contou ter ouvido muitas vezes que ninguém sobrevive a uma colisão em pleno ar. Ainda assim, ele, outros quatro passageiros e os dois pilotos no Legacy 600 da Embraer pousaram em segurança na base aérea da Serra do Cachimbo, no Pará.

Sharkey, que colabora para o caderno de turismo do jornal, viajava para escrever uma história para a revista Business Jet Traveler.

"Atingidos? Por o quê?", questionou o jornalista, segundo o artigo publicado.

Sharkey disse que ninguém entrou em pânico e, à medida que os minutos passaram e o avião perdeu velocidade, pensou em que tipo de dor uma queda como aquela poderia produzir.

Os pilotos Joe Lepore e Jan Paladino "foram como homens de infantaria, trabalhando juntos, do jeito que foram treinados para fazer", descreveu.

Eles mandaram um sinal de SOS e procuraram em seus instrumentos por um aeroporto. Depois de 25 minutos, Sharkey disse que Lepore encontrou uma pista no meio das árvores.

"Descemos forte e rapidamente. Vi os pilotos lutarem com a aeronave, porque muitos dos controles automáticos não funcionavam. Eles conseguiram parar com bastante pista pela frente."

Segundo Sharkey, somente três horas e meia depois do incidente no ar é que eles descobriram que o avião da Gol estava desaparecido.

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