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05/10/2006 - 11h17

Israelense é preso por prometer atacar santuário muçulmano

TEL AVIV (Reuters) - Um judeu israelense foi detido por ameaçar empreender um ataque contra um importante santuário muçulmano em Jerusalém e pode ser acusado criminalmente, disse a polícia nesta quinta-feira.

O suspeito, descrito pela imprensa como um rabino de cerca de 50 anos, foi preso na quarta-feira, depois de fazer a ameaça à mesquita de Al-Aqsa, no saguão de um hotel de Tel Aviv, disse o porta-voz da polícia nacional Micky Rosenfeld.

O suspeito foi enviado para avaliação psiquiátrica. Ele comparecerá ao Tribunal de Magistrados de Tel Aviv nesta quinta-feira, e a polícia busca indiciá-lo com acusações de comportamento ameaçador.

"Ele foi ouvido no hotel e, sob interrogatório, repetiu sua ameaça de empreender um ataque ao Monte do Templo", afirmou Rosenfeld, usando a expressão judaica para a praça de Al-Aqsa, conhecida pelos muçulmanos como Haram al-Sharif, ou Santuário Nobre.

Rosenfeld disse não ter informações de que o suspeito tivesse participado de atos de violência política ou criminosa.

"Ele tem o registro limpo, de maneira que as coisas não devem ser potencializado. Deixaremos que o tribunal cuide dele", declarou Rosenfeld.

A mesquita de al-Aqsa, localizada na Jerusalém Oriental, região árabe, tem sido um ponto de conflitos nas décadas de choques entre Israel e os palestinos. Israel tomou Jerusalém Oriental durante a guerra de 1967 e anexou a cidade como sua capital, em uma medida não reconhecida no exterior.

A mesquita é o terceiro lugar mais sagrado para o Islã. Os judeus reverenciam a região como sendo o último vestígio de dois antigos templos.

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