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31/10/2006 - 21h17

Lula se diz aberto ao diálogo e pede empenho nas reformas

SÃO PAULO/BRASÍLIA (Reuters) - O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva chamou nesta terça-feira as lideranças políticas e a sociedade para o entendimento em torno da proposta de desenvolvimento com estabilidade, acenando como mediador das negociações.

"Como homem de diálogo que sempre fui, estendo mais uma vez as mãos para o diálogo e a concórdia", afirmou o presidente no seu primeiro pronunciamento à Nação após ter conquistado, no domingo, mais de 58 milhões de votos.

"É um chamamento maduro e sincero feito por um presidente que está saindo de uma vitória expressiva nas urnas, que conta com o apoio majoritário dos governadores eleitos e que terá uma base sólida no Congresso Nacional", emendou Lula, numa demonstração de força política.

Ele admitiu, no entanto, que precisa do empenho de amplos setores da sociedade para imprimir o ritmo que espera ao segundo mandato.

"É necessário, igualmente, criar um clima de profunda responsabilidade republicana para a discussão e votação de reformas importantes, a começar pela reforma política", disse em cadeia nacional de rádio e TV num discurso de 6 minutos.

A exemplo das declarações dadas em quatro entrevistas concedidas a emissoras de TV ao dia seguinte das eleições, Lula insistiu sobre o rumo desenvolvimentista que pretende implementar no seu segundo mandato.

"Volto a afirmar que o nome do meu segundo mandato será desenvolvimento... desenvolvimento com distribuição de renda e educação de qualidade", discursou o presidente.

Lula disse que pretende combinar políticas sociais com controle da inflação e destacou que, ao longo do processo eleitoral, pela primeira vez não houve instabilidade econômica gerada por tensões políticas.

"A estabilidade é uma das conquistas que precisamos manter e ampliar", afirmou Lula. "Quero continuar fazendo um governo que conjugue uma política econômica correta e uma forte sensibilidade social, com uma gestão administrativa eficiente e um comando político acertado."

Ele pediu ainda velocidade nas votações de matérias importantes que estão no Congresso, entre elas o Fundo Nacional de Educação Básica (Fundeb), a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas (que desonera impostos) e a reforma tributária.

Lula deixou claro que pretende se entender com os partidos da oposição, mas que os adversários continuarão em campos opostos. "Nada vai mudar meus ideais e minhas convicções. Sei que o mesmo ocorre com os meus opositores", afirmou. "Mas isso não pode impedir que avancemos nos grandes temas de interesse coletivo."

O presidente comprometeu-se ainda com a apuração das denúncias de corrupção que levaram a eleição para o segundo turno.

"Continuarei empenhado para que os órgãos de investigação e da Justiça apurem todas as denúncias de corrupção e que os culpados sejam exemplarmente punidos", afirmou o presidente.

Lula recebeu nesta terça os governadores eleitos de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB) e do Rio, Sérgio Cabral (PMDB). Segundo Campos, o presidente deve receber, na próxima semana, dirigentes de partidos aliados, e, depois, os líderes da oposição.

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